Economia & Negócios

Greve dos bancários tem baixa adesão

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Os bancários de Bauru retomaram ontem a greve que havia sido suspensa há dez dias na cidade, mas a adesão da categoria foi baixa. Das 42 agências que funcionam na cidade, apenas cinco interromperam o atendimento ao público, o equivalente a 12%. Apesar disso, o comando do movimento anuncia que a paralisação irá continuar.

O diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Marcos Lenharo, afirma que o pequeno número de agências fechadas já era esperado. “Quando há a retomada de um movimento grevista, há muito mais dificuldades do que quando ele é iniciado. Por isso, já sabíamos que não teríamos uma grande adesão na cidade”, argumenta.

De acordo com ele, as agências Altos da Cidade, Centro e Agenor Meira da Caixa Econômica Federal (CEF) deixaram de funcionar ontem, assim como as unidades dos bancos Santander e Mercantil localizadas na rua 1.º de Agosto. “Também tivemos a adesão de colegas de outras agências que mantiveram o atendimento”, declara.

Os bancários de Bauru entraram em greve no dia 15 de setembro para reividnicar reposição salarial de 25%. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se recursou a negociar e manteve a oferta de reajuste de 8,5%, mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1,5 mil, participação nos lucros e resultados de 80% do salário mais R$ 705,00 e uma cesta-alimentação extra de R$ 217,00.

Como as duas partes não chegaram a acordo, com o passar dos dias o movimento perdeu força no Interior de São Paulo e acabou sendo suspenso em Bauru.

Depois disso, a categoria baixou a reivindicação para 19%, mais um abono de R$ 1,5 mil e o pagamento dos dias parados. A Fenaban não aceitou discutir os novos índices. “Retomamos a greve com base na intransigência dos banqueiros e do governo federal em não reabrir as negociações”, destaca Lenharo.

Ontem à tarde, a proposta de dissídio coletivo feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília também não foi aceita por representantes do Banco do Brasil e dos grevistas. O órgão deve julgar o caso até o final da próxima semana.

À noite, uma assembléia realizada na sede do Sindicato dos Bancários decidiu pela manutenção da paralisação nos bancos privados e na CEF em Bauru. Já os funcionários do Banco do Brasil, que fizeram uma votação em separado, decidiram não aderir à greve hoje.

Segundo Lenharo, hoje haverá concentração em frente à CEF da avenida Nações Unidas. “A nossa expectativa é aumentar a adesão à greve”, disse. À noite, será realizada outra assembléia para decidir os rumos do movimento na sexta-feira, inclusive no Banco do Brasil.

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