Tribuna do Leitor

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Este é o índice que o professor estadual aposentado mereceu de reajuste nos seus minguados proventos que se arrastam mais ou menos há dez anos, sempre muito abaixo da inflação e dos polpudos salários dos nossos políticos salvadores da pátria.

Além de ter sido vítima de reenquadramentos que sempre o puxaram para trás, foi capciosamente excluído dos abonos gerados pela produtividade, uma vez que, agora, não produz mais. Na verdade, deveria recebê-los, sim, pelo muito que já produziu. Como pode uma nação progredir se a escola é preterida a favor da prisão que hoje ganha requintes de um hotel de muitas estrelas?

Queixam-se nossos governantes da fragilidade do trabalho da maioria dos atuais professores. Que incentivo podem ter eles, diante do descaso oficial pela educação e do futuro que os aguarda, bem exemplificado, no ostracismo a que foram condenados os mestres, hoje aposentados, depois de uma vida inteira dedicada à sua nobre tarefa, exaustivamente executada, com muito amor, competência e responsabilidade?

Se o panorama do inativo de hoje é triste, pelo andar da carruagem, o do inativo de amanhã será ainda pior.

Que se unam todos os professores para derrubarem essa ânsia desenfreada de poder que leva os da situação a se manterem onipotentes, ignorando deveres, tripudiando nos direitos, rasgando a Constituição.

A hora é agora!

Maria José Lemos Xavier - RG 2.253.078

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