Cultura

'Resident Evil 2' não surpreende

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

Mantendo a bela Milla Jovovich como protagonista, a continuação de “Resident Evil 2 - Apocalipse” chega aos cinemas após dois anos do lançamento do primeiro filme. A fórmula, inspirada em um jogo de videogame, mistura ficção científica, terror e ação intensa e vendeu mais de 24 milhões de unidades.

Na época, a bilheteria do filme não deixou por menos e faturou cerca de US$ 100 milhões. Mas apesar do sucesso em 2002, a seqüência de “Resident Evil” pode não atingir as expectativas da direção, que antes era assinada por Paul W.S. Anderson (de “Alien versus Predador”), e agora ficou a cargo de Alexander Witt.

Se por um lado o filme busca agradar os fãs do jogo - que leva o mesmo nome - com cenas aceleradas e carregadas de adrenalina, o roteiro deixa a desejar. A começar pelos personagens mortos-vivos da trama, alguns retirados do game, que ficam apagados no filme. O destaque fica mesmo por conta da heroína Alice, interpretada pela atriz Milla Jovovich. Na trama, ela é a única sobrevivente de uma experiência genética que a deixa com superpoderes.

Ao despertar de um sono induzido, Alice descobre que os zumbis devoradores de carne humana ameaçam Racoon City. Sem surpreender o público, ela tem como missão defender os moradores das (nem tanto) horripilantes criaturas. Para isso, se une aos personagens extraídos do game, a policial Jill Valentine (Sienna Guillori) e o agente especial Carlos Oliveira.

Além disso, o trio têm que resgatar a filha de um cientista presa na cidade. O final é previsível e deixa a sensação de se estar assistindo a um jogo. Mas pesar da história vazia, o longa promete agradar aos fãs do ritmo acelerado dos games.

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