Tribuna do Leitor

Amadurecimento político


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O decantado “amadurecimento político” do eleitorado bauruense não é uma simples obra do acaso, mas a conseqüência do acúmulo de desapontamentos políticos, de desajustes sociais e de expectativas frustradas da sociedade para com a classe política que nos representa e em especial das “atitudes” dos que têm governado esta cidade. Neste primeiro turno, o eleitor já deu um começo de resposta e o “efeito depurador” das urnas mostra que o cidadão comum está mais politizado, mais consciente e que a cidade de Bauru está numa rota de correção de rumos e esta distinção é bem visível para quem quer enxergar. Engana-se e quebra a cara quem ainda pensa que o brasileiro (bauruense) não sabe votar, que o cidadão tem memória curta e que o povo não tem opinião e direção. Muitos eleitores podem ainda estar em dúvida a respeito do que efetivamente eles querem e qual o candidato que responderia melhor a estas expectativas, no entanto, o que eles não queriam mais e que de certa forma representavam o “politicamente incorreto” já foi julgado nas urnas e o povo, provavelmente, julgou certo, mesmo porque na democracia participativa a vontade popular majoritária é a que prevalece.

Quanto a eleição, o primeiro turno já é passado e o segundo é uma nova eleição. Agora, se o segundo turno vai confirmar ou não o resultado do primeiro turno, dada a imprevisibilidade da questão, isto é uma incógnita e caberá ao eleitor o desfecho final da questão, no entanto, qualquer que seja o prefeito escolhido (Tuga ou Caio) o mais importante é que as expectativas em relação ao próximo governo (Executivo e Legislativo) são bem grandes e tomara que elas não produzam frustração na mesma medida, mesmo porque o eleitorado já se mostra maduro o suficiente. Aliás, eleição após eleição o eleitor se mostra mais bem informado, aumentando assim sua consciência crítica, que por certo levará também a um aumento no nível de cobrança do eleitor para com os eleitos, e tais “maturidades políticas” só faz aumentar ainda mais a responsabilidade “político-social” do futuro prefeito. É aguardar pra ver. (Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493)

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