Política

Sindicato atrapalha Febem, diz Chalita

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, que veio a Bauru no último sábado para participar de um ato de campanha de Caio Coube (PSDB) e dar apoio ao candidato tucano, afirmou que a reincidência de problemas em unidades da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) ocorre, sobretudo, por dificuldades com a conduta de servidores e ações do sindicato de classe. Em sua avaliação, o sindicato da categoria atrapalha o funcionamento das unidades.

“Tem um problema seriíssimo de mão-de-obra e em Bauru é um local onde o sindicato, é forte e atrapalha muito. Em todas as cidades onde há a presença forte do sindicato as unidades apresentam muitos problemas. É Bauru, Ribeirão Preto e São Paulo”, afirmou o secretário.

Segundo ele, nas unidades onde não há a presença intensa da atividade sindical, o funcionamento é bom. “Em São José dos Campos ninguém ouve falar que tem Febem, além de Marília, Sorocaba, São Vicente, Guarujá. Tatuapé, em São Paulo tem a metade da população da Febem e não tem problema”, acrescenta.

Para Chalita, os representantes sindicais instigam problemas. Os profissionais do setor são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família do Estado de São Paulo (Sintraenfa). “A imprensa filmou funcionários entregando chave para os adolescentes, dando banho de água fria para gerar rebelião. O sindicato gera rebelião porque tem interesse político em cima disso. Este é um grande problema”, comenta.

Associado à questão sindical, está a dificuldade com a atuação de servidores em algumas unidades, cita o secretário. “Um problema imenso é o material humano. É por isso que hoje tem gestão compartilhada. A Educação cuida da parte dos professores, da profissionalização e do mercado de trabalho ,e a Secretaria de Justiça cuida dos funcionários, dos monitores”, avalia.

Conforme Chalita, hoje a Febem tem 15% de reincidência. “Ela tinha 50% de reincidência. Mais de 1.000 jovens que saíram da Febem estão trabalhando, tem mais de 100 jovens que saíram da Febem fazendo faculdade. As notícias boas sobre as unidades têm mais repercussão que as ruins. O que chama a atenção da mídia são as rebeliões”, elenca.

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