Todos sabemos que o papel fundamental da mídia é transmitir, de modo claro e imparcial, o que acontece no país e no mundo. Ainda assim, há emissoras que em vez de informar determinado fato estão distorcendo as notícias em vista do famigerado Ibope.
Indubitavelmente, isto é extremamente preocupante. Afinal, ela pode costurar nosso subconsciente, manipulando, na maioria das vezes, grupos e classes sociais evitando, portanto, nosso amadurecimento crítico de um assunto.
Diante deste cenário tão sintomático, é necessário que haja uma série de medidas eficazes que visem combater o problema. Uma delas é cobrarmos dos meios de comunicação programas que tenham como objetivo oferecer uma programação educativa, valorativa, isto é, com ética e conteúdo. Se o papel da mídia é promover a formação do cidadão, é imperativo querermos este modelo de conteúdo. Caso contrário, tudo não passará de letra morta.
Outro fato importante é a questão dos telejornais estarem, na maioria das vezes, cuspindo um papel relevante: o jornal investigativo. A falta deste gera também, em muitos casos, a não decodificação da matéria. Bem disse Nelson Rodrigues: “O ser humano é cego para os próprios de feitos”.
Portanto, é balela acreditar que a única saída para aliviarmos o amargo da vida humana e até mesmo uma melhora da auto-estima esteja presente nos programas de televisão e nas novelas. Concomitantemente, fica evidente que a sociedade brasileira precisa urgentemente começar a mudar essa perigosa realidade. Dessa forma, é necessário sugerirmos uma maior qualidade da televisão brasileira desenvolvendo nosso potencial crítico nos mais diversos assuntos. Resta alguma dúvida de que algo precisa ser feito urgentemente? (Eduardo Rouston Junior - RG 34533155-2- estudante)