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Validade das invenções


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Uma emulação dos seres humanos e inumanos, cujas existências têm limites, não indo além de seus devidos tempos, indica que os bens inventados pela humanidade têm também tamanhos e longevidades próprios, sem maiores avanços. Não conseguem, conseqüentemente, eternizar-se como possam querer, pois, quando menos esperarem ou quando considerarem que seu tempo já passou, serão substituídos por outros inventos, capazes de fazer as vezes daqueles, iguais e até melhores, surpreendendo seus tradicionais usuários.

Aí se tem como exemplo o problema do diabete melitus, doença descoberta, há anos, pela douta ciência médica, para ela inventando a devida medicação (insulina) e caminhando agora para nova e alvissareira solução. No máximo, dentro de apenas quatro anos, a enfermidade, que aflige no mundo todo milhares de pessoas, tirando a vida de muitas, terá batido em retirada da enorme seara humana. Vai desaparecer do cenário, deixando à distância as suas vítimas, ainda indefesas nestes avançados tempos de investida contra a sanidade física das pessoas. Inventou-se há tempos o devido remédio - insulina - aplicando-o como forma única de contenção da doença e, neste 2004, cientistas espanhóis e alemães estão desvendando maneira não apenas de curá-la totalmente como, indo bem longe, até achando o sistema de inibi-la por inteiro.

Como aconteceu isso? Consistiu na extração de células sanguíneas, em termos científicos conhecidos como da série monocuclear ou “monócitos” que, ao serem trabalhados com uma determinada substância - citoquina - perdem sua características e se tornam mais plásticas, mais versáteis, até se transformarem em células hepáticas e pancreáticas, as quais produzem a insulina inibidora da doença, dando a convicção de que os cientistas teriam finalmente achado a sua cura, num experimento preliminar já testado em células similares às do fígado e do pancreas.

Então, começa-se a “dar adeus” à enfermidade que, como outras, caminha para o seus demorado fim, imunizando as pessoas de mais essa e até incentivando a indústria açucareira...

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “Infância: imagem de tempo pequenino. Um painel para sempre na memória/ Do menino cada vez mais menino/ E do coração do homem com sua glória”.

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