A impressão que se tem é a de que alguns vereadores derrotados nestas eleições achavam-se semideuses e possuíam o dom da eternidade. Por Júpiter! teve até um paladino do “é dando que se recebe†acusando os eleitores de traidores e chegando ao cúmulo de dizer que vai embora. Pena que até agora não pintou nenhum “Jane e Erondiâ€, para cantar para ele o “não se váâ€.
Em Esparta, os candidatos se reuniam numa praça e os mais aplaudidos eram os eleitos. Hoje não usamos o palmômetro e sim a urna eleitoral e as obras de cada candidato. Agora, se alguns políticos agiram com os eleitores igualmente a Jacó (que subornou seu irmão com um prato de lentilhas pela disputa da bênção do pai), nada mais justo do que a derrota nas urnas.
Não leva a nada neste momento o muro das lamentações ou algo parecido. O eleitor está cada vez mais consciente e já consegue distinguir entre a ética e o oportunismo. O mandato outorgado pelo povo deve ser o instrumento da cidadania e da justiça social e jamais para o lucro pessoal ou vício das relações perigosas.
Ridicularidades como aquela de que “se o irmão não votar em mim vai torrar nos quintos dos infernos com Satanás, seu tridente e seus anjos†não colam mais, e são repudiadas por todos.
A democracia é bela porque nos dá a chance de escolher. E se errarmos, nas próximas eleições nós damos a resposta nas urnas. Aconselho os derrotados a não tratarem a população mal nestes três meses que restam do seu mandato. Até porque a derrota para uns com certeza foi a pá de cal, mas para outros pode ser um momento de autocrítica e reflexão para uma grande vitória no amanhã.
PS - A OAB deveria vir a público e citar quais foram os candidatos que descumpriram o termo de compromisso com a ética e contra os ataques, no início desta campanha eleitoral em Bauru.
Pedro Valentim - RG 19.198.011