Regional

Os novos prefeitos da região

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 5 min

Depois de passar quatro anos como vice-prefeito de Marília, o professor aposentado Mário Bulgareli (PSDB) superou cinco adversários na eleição municipal do último dia 3 e tornou-se o sucessor de Abelardo Camarinha (PMDB). Com 41,35% dos votos válidos, o que significa o apoio de 43.698 eleitores de um total de aproximadamente 140 mil, Bulgareli chega pela primeira vez ao posto de chefe do Poder Executivo municipal.

Em Pratânia, onde o prefeito eleito é o agricultor Gilberto Antônio Vieira da Maia, mais conhecido como Ninão Vieira, a prioridade é geração de emprego.

A exemplo de Bulgareli, Ninão também é atualmente vice-prefeito - cargo que ocupa há oito anos. Ele concorreu com outros dois candidatos e venceu por uma diferença de 414 votos sobre o segundo colocado. Ao todo, Pratânia tem cerca de 3 mil eleitores. Em Uru, o vencedor foi o engenheiro agrônomo João Luiz Veronezi (PSDB), que também é vice-prefeito. Em um dos menores colégios eleitorais do Estado, Veronezi venceu seu concorrente por 588 votos a favor e 446 contra.

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MARÍLIA

Geração de emprego é considerada prioridade número um em Marília

Assim que deixar a condição de vice-prefeito para assumir o posto de chefe do Poder Executivo municipal, Mário Bulgareli (PSDB) deverá concentrar esforços na tentativa de trazer para Marília (100 quilômetros a oeste de Bauru) o maior número possível de empresas.

Recentemente, a prefeitura doou 17 novas áreas para empresários interessados em se instalar no município. Entre os beneficiados, segundo informou o prefeito eleito, estaria a Yoki Alimentos, que deverá construir talvez sua maior fábrica, em Marília. Outras importantes empresas também estariam iniciando o serviço de terraplenagem. Com o início das obras, essas novas indústrias devem movimentar o setor da construção civil e, com isso, gerar empregos.

Como prefeito, uma das primeiras atitudes de Bulgareli, segundo adiantou, será encaminhar para a Câmara Municipal a doação de mais 36 áreas para novas empresas.

Outra obra que deverá empregar muitos trabalhadores será a construção da estação de tratamento de esgoto, com início previsto para o mês de março do ano que vem. Segundo informou Bulgareli, o serviço vai consumir cerca de R$ 56 milhões, sendo R$ 45 milhões do governo federal e o restante da prefeitura.

Outra obra que merece destaque do futuro prefeito é a construção de um ginásio de esportes com capacidade para 8 mil pessoas. Classificado como uma arena de múltiplo uso, além de abrigar competições esportivas, o local servirá também para grandes eventos como conferências e simpósios.

Criar a guarda municipal, com um pelotão de aproximadamente 80 pessoas, instalar uma farmácia popular em cada região da cidade (norte, sul, leste e oeste), construir um calçadão nas ruas São Luiz e Prudente de Moraes e oferecer aulas de educação física aos alunos de 1ª à 4ª séries das escolas municipais também estão nos planos de Bulgareli para os próximos quatro anos.

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URU

Zona rural de Uru merecerá cuidado especial da prefeitura

Apoiar os pequenos produtores e manter as estradas rurais sempre em boas condições. Essas são algumas das prioridades de governo do futuro prefeito de Uru (111 quilômetros a norte de Bauru), João Luiz Veronezi (PSDB).

Por se tratar de uma cidade essencialmente agrícola, Veronezi considera indispensável o auxílio da prefeitura aos pequenos produtores rurais. Ele contou que pretende comprar um trator para ajudar na preparação da terra, contratar um veterinário, um agrônomo e fazer um trabalho contínuo para manter as estradas transitáveis.

Veronezi comentou que em época de chuva alguns trechos dessas estradas ficam cheios de lama e impedem o trânsito de veículos. Com isso, parte da população acaba ficando ilhada. Numa emergência, não há como solicitar uma ambulância ou viatura ou mesmo ir de carro até a cidade. Até mesmo o transporte de alunos acaba prejudicado, assim como o escoamento da produção agrícola ou pecuária.

A construção de mais casas populares também é outra preocupação do futuro prefeito. Ele informou que engenheiros da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) estiveram na cidade recentemente visitando a área onde deverá ser construída as moradias.

A idéia, segundo revelou Veronezi, é assinar o convênio com a companhia já no início do próximo ano. O prefeito eleito acredita que se forem construídas cerca de 50 casas será suficiente para resolver o déficit habitacional que o município estaria enfrentando atualmente.

De início, a intenção é pedir que as casas sejam construídas no sistema de mutirão - considerado mais apropriado às famílias carentes. Nesse caso, a prestação gira em torno de R$ 35,00 a R$ 40,00, segundo informou Veronezi.

Na saúde e educação não devem ocorrem grandes mudanças. De acordo com o futuro prefeito, a situação é boa nesses dois setores e ele deve dar seqüência ao trabalho que vem sendo feito.

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PRATÂNIA

Atendimento médico deverá ser ampliado em Pratânia em 2005

O prefeito eleito de Pratânia (75 quilômetros a sudeste de Bauru), Gilberto Antônio Vieira da Maia (PL), disse que pretende estender o atendimento médico na cidade. Em vez de funcionar apenas de manhã, como é feito atualmente, os moradores teriam médicos à disposição também à tarde e à noite.

Essa seria uma das mudanças que o futuro prefeito, mais conhecido na cidade como Ninão Vieira, incluiu em seu plano de governo. Na opinião dele, será uma conquista importante para os moradores se houver médico de plantão até às 23h.

Caso seja necessário, ele revelou que pode até mesmo contratar mais médicos. Hoje, a cidade conta com três. Todos atendem de manhã. “Isso não significa que a saúde no município está ruim. Ela precisa apenas de alguns ajustes, porque funciona da mesma forma há quatro anos e a demanda aumentou durante esse tempo”, explicou o prefeito eleito.

Ele anunciou que o combate ao desemprego também está em seus planos. Nos últimos quatro anos, Pratânia ganhou quatro novas empresas, que juntas dão serviço para cerca de 150 pessoas. Já na zona rural, Ninão Vieira disse que falta mão-de-obra para trabalhar nas lavouras de cana e laranja. Segundo ele, existem hoje muitas pessoas que não aceitam o serviço braçal do campo e preferem um lugar na indústria.

Na semana passada, empresários de Mato Grosso do Sul estiveram no município à procura de terreno para instalar uma empresa de adubo. Segundo Ninão Vieira, eles gostaram da localização da cidade e ficaram de apresentar o projeto da obra à prefeitura antes de formalizar a doação. Como existe o interesse de outros municípios na empresa, o futuro prefeito disse que ainda não é certeza que ela vá realmente se instalar em Pratânia.

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