Bairros

Conselho discorda da campanha

Luciana La Fortezza
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Para a coordenadora do Conselho Municipal de Saúde Vera Porto a campanha de arrecadação de medicamentos é uma medida assistencialista, que deveria beneficiar entidades filantrópicas, como asilos. “Toda a iniciativa de acudir a situação é louvável. Eu entendo a boa vontade, mas é tapar o sol com a peneira. Qual o impacto que trará?”, questiona, ao se referir tanto a quantidade de remédio que será arrecadada quanto à lista definida pelo município.

Assim como o Estado, a administração municipal, que disponibiliza medicamentos para a rede básica de saúde, ou seja, para doenças de baixa complexidade, também respeita uma listagem padronizada de remédios. A posição de Porto é pela cobrança do poder público, que tem o papel de atender os usuários do SUS.

“O que a gente quer é ajudar a população e não a administração municipal. Vamos continuar com a cobrança”, rebate o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Gilberto Truijo, que também já fez sua doação. Ele contribuiu ao entregar para campanha um medicamento para pressão alta.

O remédio não ajudaria Maria das Graças Rodrigues Sola, que ontem esteve num posto de saúde do município para solicitar um medicamento para o estômago. Sem ser atendida, ela considera importante a iniciativa da OAB.

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