Política

Obra na Agenor é entregue após 58 dias

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 3 min

O trecho da rua Agenor Meira entre a avenida Rodrigues Alves e a rua 1.º de Agosto, que ficou fechado para reformas durante 58 dias, foi reaberto ontem durante solenidade que contou com a presença de autoridades municipais, dirigentes lojistas e apresentação da Banda Sinfônica Municipal (projeto da Secretaria Municipal de Cultura). A via foi a segunda a ser reformada dentro do projeto de revitalização das transversais do Calçadão - a outra foi a rua Rio Branco - e a última obra do projeto a ser entregue pela atual administração.

O prefeito Nilson Costa (sem partido) inaugurou a obra com um rápido discurso para escapar da chuva que começava a cair com força e evitar o desconforto de se ver misturado a uma barulhenta passeata de um candidato à sua cadeira que passava pelo local da inauguração.

O secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, ressaltou que obra foi entregue dentro do prazo de 60 dias previsto inicialmente, apesar de algumas pedras do calçamento ainda estarem sendo assentadas enquanto a banda tocava. Padovan estimou o custo das obras em R$ 160 mil.

Ele explicou que a pista de rolamento foi rebaixada - para evitar que a água da chuva invada as lojas -, as calçadas foram ampliadas e dotadas de baias de estacionamento e o calçamento do passeio foi todo trocado. Além disso, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) trocou toda a antiga tubulação de esgoto e águas pluviais e foram construídos canteiros e plantadas árvores.

O presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Alberto Franco de Bernardis, explica que este projeto de revitalização, iniciado há quatro anos, não se resume a este tipo de obra, mas a todo um conjunto de ações que visam transformar a região central da cidade num local mais agradável e seguro para a população. Entre estas ações estão a reforma da avenida Rodrigues Alves, a iluminação da praça Rui Barbosa e a própria revitalização de fachadas históricas.

Walace Sampaio, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) e da Comissão de Revitalização da Área Central, explica que o projeto não é destinado aos comerciantes, mas sim aos bauruenses. “Queremos que a região central volte a ser um pólo de atração regional, o que traria mais renda e emprego para a cidade”, diz o dirigente.

Ele explicou que a revitalização de áreas centrais e valorização do comércio de rua é uma tendência mundial, principalmente em cidades mais antigas. “Como Bauru é uma cidade nova e não possui um centro histórico, a cidade acaba sendo pioneira ao aderir a esta tendência”, diz Sampaio.

A proximidade de mudança no comando do governo municipal não preocupa o dirigente com relação à manutenção do projeto de revitalização da área central da cidade. Sampaio disse já ter conversado com os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições municipais - Tuga Angerami (PDT) e Caio Coube (PSDB) -, através de reuniões do Grupo Pró-Bauru, e que ambos se comprometeram a dar continuidade à iniciativa.

A comerciante Wania Cosso, estabelecida na rua Agenor Meira há sete anos, admitiu que o prazo de quase dois meses das obras causou alguns transtornos (sujeira e barulho) e uma leve redução no movimento, mas que o esforço “valeu a pena”.

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