Política

Ritmo da campanha eleitoral não assusta Patrícia Coube

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

A mulher do candidato a prefeito Caio Coube (PSDB), Patrícia Müller Borges Coube, costuma dizer que está acostumada a viver no mundo dos homens. Ela é a única mulher numa família de quatro filhos. E mais: é mãe de três garotos. “Não entrei de ingênua na parada. Esse é o jogo. Então vamos jogar”, respondeu ao ser perguntada se está arrependida de ver o marido mergulhado de corpo e alma no mundo político.

Aos 44 anos de idade, pós-graduada em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Patrícia diz que tinha plena consciência de que a seara política é protagonizada por um ambiente de clima nem sempre agradável. “Fui muito preparada psicologicamente para isso”, garante.

A mulher do candidato tucano conta que não ficou surpresa quando percebeu que o marido iria mesmo partir para a causa pública. “Desde quando casei já ouvia falar da possibilidade de um dia o Caio se candidatar a prefeito. Mesmo atuando na diretoria da Tilibra, ele se ocupava com atividades comunitárias. Foi diretor do Ciesp, presidiu o Noroeste”, lembra.

A administradora de empresas revela que se sente à vontade para fazer campanha junto com o marido. “É muito fácil, natural. Vou às feiras, aos bairros, faço corpo-a-corpo, me relaciono com os vereadores e com o pessoal da campanha de rua”, revela.

Para Patrícia, a função e as atividades de uma primeira-dama da cidade devem ser mesmo ocupadas pela mulher do prefeito. Se Caio for eleito, ela promete desempenhar os trabalhos do cargo. “Vou trabalhar pelo social, vou ter o apoio da sociedade. Vou convocar as mulheres de Bauru para arregaçarem as mangas e ajudarem a recuperar um pouco o atraso social do município”, diz.

Estados Unidos

A capricorniana Patrícia Coube é paulistana. Ainda na adolescência teve a experiência de residir com os pais por seis anos em Nova Iorque, onde cursou o equivalente ao ginasial e colegial no Brasil.

A família voltou ao País e foi a vez dela, depois de formada pela FGV, retornar a Nova York para ser uma das primeiras brasileiras a trabalhar no Morgan Bank.

Retornou ao Brasil em 1984 para se casar com Caio e morar em Bauru consciente de que estava colocando um ponto final na sua curta carreira como administradora de empresas.

“A mudança de ritmo, de pulsação da minha vida foi muito grande. Mas sou uma pessoa que tem muita facilidade para se adaptar a novas realidades. Assumo minhas decisões. Eu quis casar com o Caio. Refleti muito. Sabia que seria uma mudança radical. Estava consciente de que iria encerrar minha carreira profissional. Fiz convicta por amor ao Caio”, afirma.

Trocar a agitação de São Paulo pela tranqüilidade do Interior tem suas vantagens. “Passei a curtir. Passei a aproveitar o que há de melhor no Interior, a qualidade de vida, com menos demanda, menos exigências. Gosto muito de trabalhar, mas tenho um lado muito caseiro. Adoro casa. Gosto de ter uma casa bonita, aconchegante. Gosto de cozinhar. Família para mim é o maior valor que existe”, comenta.

O fato de ter endossado o ingresso de Caio na política revelou a Patrícia o lado exigente desse mundo, que suga o tempo de seus participantes. “O Caio sempre vai achar um tempo para a família. Ele não será aquele político obsecado, que não enxergará o crescimento dos filhos. Minha opção, nesse caso, é ficar ao lado dele participando de seus projetos”, garante.

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