Saúde

Descuido pessoal ameaça profissionais de saúde

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Sobrepeso, pressão alta, excesso de colesterol no sangue, tabagismo, falta de condicionamento físico - estes são os principais resultados de um estudo realizado pelo Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru com trabalhadores da rede pública de saúde.

A pesquisa identificou que é grande a negligência destes profissionais com a própria saúde. Além dos riscos de sofrer um mal súbito, eles apresentam dificuldades no desempenho de atividades rotineiras, o que também pode comprometer o atendimento a outras pessoas.

“Imagine se um motorista de ambulância tem uma parada cardíaca enquanto transporta um paciente. Ou a dificuldade que um enfermeiro fora de forma vai ter para auxiliar no banho de um doente”, comenta o professor Henrique Luiz Monteiro, um dos coordenadores da pesquisa.

O trabalho começou em agosto deste ano e é fruto de uma parceria entre a Unesp e a Direção Regional de Saúde (DIR-10) de Bauru. Cerca de 150 dos 285 funcionários da DIR-10 participam do projeto. A primeira etapa consiste em avaliar as condições físicas dos participantes. Os resultados são alarmantes.

De acordo com a professora Sandra Lia do Amaral, que também coordena o estudo, o trabalho começou com a realização de palestras salientando a importância do bom condicionamento físico para a saúde geral do ser humano. Então, os funcionários da DIR-10 foram convidados a participar do projeto.

“O primeiro passo é passar por uma consulta com médico da DIR-10, que solicita exames bioquímicos e um eletrocardiograma. Quando saem estes resultados, eles vêm para avaliação física com nossos alunos”, explica.

São verificados o histórico de saúde do trabalhador e sua família, pressão arterial e freqüência cardíaca em diferentes situações (deitado, sentado, em pé), peso, altura, índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura. Depois, são realizados testes de flexibilidade e ergométrico (investiga a capacidade cardiorrespiratória).

“Alguns casos nos assustaram. Tivemos uma moça cuja pressão arterial estava a 25x14 (considera-se normal até 14x9). Ela corria o risco de ter um derrame a qualquer momento. Outra, não agüentou um minuto de teste ergométrico, em que a pessoa caminha na esteira a uma velocidade de 2,7 quilômetros por hora”, comenta.

De todos os dados obtidos, o sedentarismo e o risco cardíaco foram os índices mais altos.

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