Bastam os primeiros sinais de chuva para que muita gente lembre de uma necessidade adiada durante o ano todo: a manutenção das calhas. Mas somente em períodos de estiagem é que ela deve ser feita. Quem se arrisca a subir em telhado molhado para resolver o problema de uma calha entupida, de uma telha quebrada ou ainda para consertar uma antena de TV, possivelmente engrossará as estatísticas de acidentes do Corpo de Bombeiros.
Confirma a informação o major Peres Santiago Rodrigues. Sem dispor de estatísticas oficiais, ele reitera o aumento de ocorrências provocadas pela imprudência de moradores que se arriscam no período das águas.
“Quando chove, a telha fica mais frágil. A maioria é de terra ou de amianto. A de barro leva até uma semana para secar e amianto não foi feito para suportar peso. É só em período de estiagem (que a limpeza deve ser feita) â€, reforça o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.
De acordo com ele, na segunda quinzena de novembro é provável que a cidade passe por uma seqüência de dias sem chuvas. â€œÉ nessa época (de seca) que o morador deve avaliar se a calha está fixada, furada, enferrujada ou entupida (com folhas, fungos e até ninhos de passarinho) e resolver o problema. O ideal é chamar gente especializada (para fazer o trabalho)â€, diz Brito.
O serviço custa em média R$ 40,00 a cada dez metros de calha, informa José Matos. Especialista neste tipo de limpeza, ele não executa o trabalho em dias de chuva. “A pessoa corre o risco até de ser atingida por um raio, porque normalmente as calhas são de metal. Isso sem contar o perigo de cair do telhadoâ€, destaca.
Já passou por isso Luciano Gonçalves Rodrigues, que com dez anos de profissão desabou de uma altura de três metros. “Só conheço um (que morreu ao cair do telhado ao consertar uma calha). Outros morreram eletrocutadosâ€, diz.