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Reservas do futuro


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O comando do governo norte-americano está correndo risco de mudar de mãos, pois se prepara para realizar um pleito profundamente renovador, qual seja trocar a sua Presidência. Dois nomes figuram na arena para a grande disputa, envolvendo todo o eleitorado. São eles o atual presidente, republicano George W. Bush, filho do ex-mandatário, e o parlamentar democrata John Kerry, ambos se “pegando” em uma das mais acirradas campanhas eleitorais que registra a poderosa nação, tão poderosa quando as Evas brasileiras que se candidataram no recente pleito nacional. O mundo acompanha a eleição estadunidense com total preocupação, tendo em vista a importância que seu resultado deverá ter no nível do inter-relacionamento político-social que os Estados Unidos poderão vir a apresentar com as outras nações, a partir de investidas de seu novo governo. Como será a amizade da nova administração com as de outros povos? Como se portará em suas múltiplas divergências com o Iraque, Israel, Cisjordânia e demais regiões mundiais, com as quais já tem alimentado prolongados desentendimentos políticos, ele que é tido e havido como um dos comandantes da desarmonia internacional? Ganhando Bush, tudo continuaria como aqui, ou, vencendo Kerry, os temporais cessarão por muito ou algum tempo? São as perguntas que ora se fazem, prejulgando o temperamento de um e de outro postulante da governança do país dotado de dólares e euros suficientes para todo tamanho de trovoada, como as iraquianas, incapazes de cerrarem as cortinas como fizeram a Saddam Hussein? Mesmo superando junho - mês dos fogos e fumaças - serão os outros povos colocados em meio a fogueiras totalmente incendiárias? Na grande dúvida colocam-se todos de quarentena, esperando que, ganhe quem ganhe, se substitua a agressividade por pacificidade e suas armas venham a ser mantidas nas gavetas dos quartéis, os supersônicos nos aeroportos, os transatlânticos nos oceanos, os militares com suas famílias e os ambientes em segurança e paz. Não se terá de esperar muito pelo que esteja reservado ao universo, de bom ou de mau...

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “Não se deixe passar nunca o acesso do amor. Que se apresenta em seu caminho. Há tanto coração carente de calor. A quem se pode dar um pouco de carinho”.

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