Política

Para Monti, saúde ainda é 'primitiva'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O médico José Fernando Casquel Monti (PL), 46 anos, candidato a vice-prefeito na chapa de Caio Coube (PSDB), está convencido de que o setor de saúde em Bauru precisa dar uma guinada de 180 graus. Embora reconheça que a saúde no município teve avanços tecnológicos importantes, o candidato diz que o atendimento ainda é “muito primitivo”.

Ele considera que a precariedade da rede municipal reside, principalmente, na falta de informatização do sistema. “Vi inúmeros casos no Hospital estadual que procuraram atendimento na rede municipal e não tiveram diagnóstico e nem tratamento estabelecidos. Falta informação sobre o doente dentro da rede municipal de saúde”, comenta.

O médico e candidato explica que a cada vez que o paciente é atendido é um caso novo. “Não há acompanhamento. A função de uma equipe de saúde é acompanhar os doentes. Mas também entendo que não dá para acompanhar sem ter as ferramentas. Essa é uma das razões da grande concentração de casos no Pronto-Socorro (PS)”, observa.

Monti afirma que no PS há um aglomerado de pessoas. “Uma parte que precisa de atendimento urgente e uma outra que não precisa. O tumulto é tanto que os profissionais não conseguem discernir. É um sistema que prejudica os usuários e os profissionais também”, diz.

Na avaliação dele, o problema também é de gestão. “Bauru gasta hoje de R$ 35 milhões a R$ 40 milhões por ano na área da saúde sem oferecer um atendimento de qualidade. Não é um setor que é ruim porque falta dinheiro. Na minha opinião, não há gestão no atendimento do dia-a-dia.”

Monti garante que ainda não conversou com Caio sobre sua atuação numa virtual eleição ao cargo de vice-prefeito. “A atuação do vice depende muito da postura do próprio prefeito, que deve ter o desejo de que ele participe ativamente da gestão da cidade”, opina.

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