Tribuna do Leitor

Águas passadas


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Lembro-me de uma cena da minha infância: exatamente em 1964, quando eu tinha 7 anos. Sentada no colo de meu pai, dizia que estudaria muito, porque meu sonho era ser professora. Desejo este que floresceu pelo dom divino e também pela admiração que tinha pela minha primeira professora: dona Berenice. Uma senhora de pequena estatura, cabelos e olhos claros, mas com coração e alma superiores à altura.

Pois bem, muitas águas rolaram sob a ponte, consegui o meu título de professora, embora nunca tenha exercido a profissão. Sempre tive muito respeito, carinho e admiração pelos meus professores (aprendi com meus pais); era do tipo aluna “Caxias”: só sentava na primeira carteira da primeira fila (devido à baixa estatura e como diziam os colegas, “só faltava copiar a respiração do professor”). Rogo a Deus que um dia conceda-me a dádiva de entrar em sala de aula e ministrar uma aula de matemática, isto valerá tanto quanto o dom mais precioso que tenho: a vida. Parabéns a todos os professores do Brasil, principalmente aqueles dos lugares mais distantes e pobres (conforme vimos no Jornal Nacional na semana de 15 de outubro); porque aquelas aulas ministradas com tanto carinho e dedicação, seja a única informação que os alunos têm.

Fátima Aparecida Campos -RG. 9.393.509-SSP-SP

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