Política

Direito de resposta já tem 'plantão'

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O último dia de propaganda eleitoral gratuita de TV (amanhã) será acompanhado direto na tela e no rádio pelo juiz da 387.ª Zona Eleitoral, João Augusto Garcia. Da mesma forma como aconteceu no primeiro turno, o magistrado informa que vai ficar de plantão para garantir o direito de resposta imediato se houver abuso à legislação ou ofensa pessoal entre os adversários.

“Não vou hesitar em tirar do ar o programa que infringir a legislação no último dia”, afirma Garcia. O magistrado conta que já está assistindo a todos os programas veiculados na televisão para ir formando posição sobre o conteúdo. “Se o abuso ocorrer no programa da hora do almoço, eu corto o programa da noite como punição. Se ocorrer à noite, no último dia eu dou direito de resposta no sábado”, conta.

Para que a situação se concretize, porém, o assessor jurídico do candidato que se sentir atingido ou prejudicado deve acionar a Justiça Eleitoral através da competente representação. “Vou acompanhar os programas que forem ao ar no último dia para estar pronto para a avaliação de qualquer representação. Vamos garantir que a campanha termine do mesmo jeito que começou, com equilíbrio e pouca intervenção da Justiça”, comenta.

Disputa se acirra

Nos momentos finais do programa gratuito eleitoral, os coordenadores de campanha partem para a troca de críticas também nas inserções (programas de até 60 segundos na TV). Ainda ontem à noite, o programa de Caio Coube (PSDB) afirmou que Tuga Angerami (PDT) estaria faltando com a verdade ao citar núcleo habitacional que não teria sido entregue em seu governo, entre 1983 e 1988, mas na gestão de Osvaldo Sbeghen à frente da prefeitura.

Já o programa de Tuga veiculou uma inserção onde cita que o grupo norte-americano que comprou a indústria Tilibra iria realizar demissões em Bauru. Mas os tucanos trataram de divulgar outro programa, ainda ontem, alegando que a informação é boato e que o grupo norte-americano garantiu que não vão ocorrer demissões na unidade de Bauru.

Prisões

João Augusto Garcia também comentou sobre os mandados de prisão durante o período eleitoral. Ele adverte que a prisão, menos em flagrante, estará sendo cumprida normalmente para as pessoas que tenham domicílio eleitoral em cidades onde não vai ocorrer o segundo turno. “A suspensão de prisão vale para as pessoas que vão precisar votar. Quem não vota pode ser preso porque já cumpriu sua obrigação eleitoral no primeiro turno”, explica.

Ainda ontem, o magistrado determinou o cumprimento de dois mandados de prisão para pessoas que se encontram na situação acima.

O juiz ainda informa que vai repetir a estratégia de acompanhar a votação, no domingo, através da Justiça itinerante, verificando o andamento do processo percorrendo os colégios eleitorais. As pessoas que votam em cidades onde há segundo turno e moram em Bauru precisam comparecer a qualquer local de votação para novamente realizar a justificativa.

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