Política

Precatório e 13º são desafios para fim de ano

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Antes de entregar a administração municipal ao novo prefeito, Nilson Costa terá dois grandes desafios financeiros a vencer até o final deste ano. O primeiro é o pagamento da segunda parcela do 13.º salário dos servidores públicos municipais, cuja despesa ultrapassa a casa dos R$ 4 milhões. O outro é o pagamento de mais uma parcela dos precatórios, que neste ano deverá ultrapassar R$ 3 milhões.

Nilson responde por outros temas que estão em evidência no momento, como a ameaça da empresa Sato Verduras em deixar Bauru por falta de estrutura no acesso ao seu depósito. Leia os principais trechos da entrevista:

Jornal da Cidade - O senhor tem duas despesas pesadas em dezembro: metade do 13º salário dos servidores e a parcela dos precatórios. A prefeitura terá caixa para saldar esses compromissos?

Nilson Costa - Com relação ao 13º, a metade já foi paga, o que é um avanço. Já o precatório quero deixar bem claro que em matéria de pagamento igualitário essa administração inovou. Pegamos mais de R$ 20 milhões de débitos de precatórios, principalmente de desapropriações de anos anteriores. Já pagamos 30% e agora temos mais 10% neste ano. Vamos fazer de tudo para ver se conseguimos liquidar o 13º até o dia 20. O mesmo vai tentar com o precatório.

JC - A Sato Verduras ameaça deixar Bauru por falta de melhorias no acesso a seu depósito. Os candidatos Caio Coube e Tuga Angerami acham que falta sensibilidade na sua gestão.

Nilson - Os dois candidatos estão interessados em votos. E na condição de interessados em votos eles têm que dizer o que a população está esperando ouvir. A administração pública é uma espécie de Geni: todo mundo quer jogar pedra se isso representar um lucro eleitoral. Não vejo assim. O candidato eleito que sentar aqui (na cadeira) terá que respeitar a lei.

JC - Mas o senhor está mantendo contato com a empresa?

Nilson - A prefeitura nunca deixou de dialogar. O ex-secretário de Agricultura, Cynise Pereira Leite; o secretário de Obras da época, Edmilson Queiroz Dias, contataram a empresa. Estiveram lá pessoalmente para discutir o assunto.

JC - O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, disse que a cidade não está preparada para as chuvas e enchentes. O senhor concorda com ele?

Nilson - Parece que aborreceu muito parte da mídia o fato de que choveu torrencialmente durante quase 48 horas e não houve inundações, não morreu ninguém, não houve desabamentos e não há desabrigados. Até o jornal destacou a queda de um muro na periferia da cidade. Acho que se considerarmos a situação que tivemos em 97 e 98, com calamidade pública, considero que hoje a cidade está preparada. Tanto temos enfrentado situações de chuvas torrenciais e a cidade tem resistido. É da obrigação do responsável da Defesa Civil manifestar suas preocupações e nós corroboramos. Mas estamos trabalhando para prevenir as enchentes.

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