Assisti há dias a exibição do filme-documentário, cujo título “Justiça” causou significativa impressão entre os presentes ao Complexo Jurídico Damásio de Jesus, em Bauru, patrocinador da exibição.
A ação desenvolve-se em verdadeira “Via Crucis” que os réus percorrem nos processos penais, onde juízes, promotores, advogados, testemunhas e principalmente réus são “atores”, protagonistas de processos e procedimentos reais. Não ficção, registre-se.
O formalismo secular do processo penal brasileiro, onde prima uma burocracia anacrônica, é extremamente frio. Sem o mínimo calor humano. Ainda bem que há hoje no mundo jurídico aqueles que clamam por mudanças, para que amanhã se humanize o processo, e os cárceres não sejam um depósito superlotado de bestas humanas.
Conforme comentário de Percival de Souza, oxalá além do Complexo Damásio de Jesus seja este documentário exibido nos cursos de direito, associações de magistrados, promotores, advogados e todos quantos estejam ligados ao direito por este Brasil afora.
Manoel Porfírio Rocha Filho - OAB/SP 12.989