Tribuna do Leitor

Viver: nascer e morrer


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Nascer e morrer, quando o tempo chega não há outra a coisa a fazer, senão deixar acontecer.

O nascimento está dentro do processo vital e a morte também. Por processo vital aqui quero dizer período em que se respira. A vida da pessoa existe antes da respiração direta, no ventre materno, e continuará após se exalar a última expiração.

Consta que um gêmeo perguntou a outro, no ventre materno:

- Será que existe vida após o útero?

- Não sei: ninguém voltou jamais para contar.

Podemos dizer algo a respeito da vida terrestre, pois houve gente que voltou, não da morte definitiva, mas de um estágio de vida de onde podia vislumbrar o que seria passar para uma outra modalidade de nossa existência: existem muitas em progressão, não em retrocesso.

O anseio profundo e generalizado por vida é um sinal de continuidade da existência. Nascimento e morte são dois aspectos, duas portas de ingresso em uma nova modalidade. As pessoas anseiam por continuar existindo elas mesmas e seria muito bom estarmos convencidos do amor de Deus, autor da Vida, de sua bondade e de sua capacidade de perdoar infinita. Haveria menos sofrimento. Estas reflexões me vieram a propósito da síncope do jogador Serginho, Sérgio de Oliveira Silva, e do comportamento de pessoas presentes na ocasião.

Aprecio o futebol. Este esporte não impede a sensibilidade e nem a compaixão. Impressionou-nos bastante a atitude dos jogadores e de outras pessoas, dando-se as mãos, comovidos, em momento de oração. Interrompeu-se o espetáculo, ante um acontecimento mais solene. Tudo tem seu tempo.

Diógenes Pereira de Araújo - RG 2 633 676-0

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