Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Salto democrático

Apenas 44 cidades entre os 5.562 municípios brasileiros voltam às urnas hoje para eleger seus prefeitos na forma mais aperfeiçoada da democracia que se tem notícia - o segundo turno. Bauru se insere, desta forma, em uma elite de pouco mais de 1% dos municípios brasileiros que têm este privilégio. Vale dizer que algumas cidades que têm direito ao segundo turno elegeram prefeitos no primeiro turno, quando um dos candidatos obteve mais de 50% dos votos.

• Boca-de-urna

Tudo correu muitro bem na votação do primeiro turno e deve correr agora. Apenas uma prática condenável ainda preocupa e requer atenção em dobro da Justiça Eleitoral e da polícia: a famigerada boca-de-urna, uma verdadeira afronta à capacidade das pessoas de decidir que destino quer dar à cidade. Não se enfia resultado nenhum goela abaixo do eleitor e este cada dia mais repudia tentativas do tipo.

• Para a cadeia

A Polícia Militar está atenta para quem possivelmente vá se arriscar a assediar o eleitor nas proximidades de escolas ou mesmo longe delas, seja lá de que forma for. Fazer boca-de-urna não é apenas entregar os surrados “santinhos” e coisas do gênero. Qualquer tipo de abordagem será impedida pela polícia e levará para cadeia o “artista”.

• Raio X da cidade

Das 8h às 17h, cerca de 218 mil eleitores vão eleger o prefeito que terá um gigantesco desafio pela frente, haja vista todos os problemas que a cidade e os cofres municipais (poder de arrecadação) enfrentam. Nos últimos dias, fomos ao banco de dados do JC e às poucas informações que a assessoria de imprensa da prefeitura disponibiliza para montar um quadro do que o prefeito eleito vai encontrar.

• R$ 222 milhões

Só a dívida contabilizada pela prefeitura, sem contar os débitos de poucos meses, chega a R$ 222 milhões. Esta é a dívida oficial que o JC conseguiu levantar. Cobranças ainda sem definição judicial não estão sendo consideradas. Por este número se tem uma idéia do tamanho do desafio do próximo prefeito.

• Termômetro

A cidade de São Paulo, onde todas as pesquisas apontam uma disputa acirrada entre Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB), se transformará, ao final da apuração, no termômetro de maior peso no País para se ter uma leitura do que significou esta eleição em termos da divisão do poder, projetando todo o cenário para as eleições de governador e presidente da República, dentro de mais dois anos.

• No foco do País

O resultado de Bauru certamente se insere neste contexto, exatamente por termos ultrapassado os 200 mil eleitores. É para estes maiores colégios eleitorais que se voltam os olhos dos analistas e detentores do poder no Estado e no País. O eleitorado bauruense fará sua parte hoje. O eleito terá a intrincada, mas nobre missão, de espelhar com fidelidade e muita criatividade o que deseja a cidade para si própria. O relatório está campanha e, acima de tudo, na urna eletrônica.

Comentários

Comentários