Regional

Rodovias da região têm características diferentes

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Para a Polícia Rodoviária, a prioridade é evitar os acidentes com o radar, que ‘obriga’ o motorista a diminuir a velocidade. Para determinar o local de melhor colocação dos aparelhos, ela se baseia no índice de acidentes, na sinalização e nas características daquele trecho.

Na região, a divisão é feita por características. A Rondon é uma via de trânsito rápido, na área urbana, que está sendo utilizada para deslocamento de bairro a bairro. “Próximo da Nuno de Assis, por exemplo, a nossa preocupação é com os atropelamentos de pedestres que cruzam a pista se deslocando de um bairro para outro,” comenta o tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos.

O local também é palco constante de colisões traseiras, devido a várias entradas para bairros que concentram grande parte da população, como o núcleo Mary Dota.

Na rodovia que liga Bauru a Marília, a preocupação é com o atropelamento de animais. “Colocamos o radar nos horários de pico para evitar os atropelamentos de animais e o acidente. A pista é simples no trecho da nossa região.”

Na rodovia conhecida como Bauru/Iacanga, o radar é colocado especialmente nos finais de semana, quando a movimentação é maior em função do lazer que as cidades de Arealva e Iacanga oferecem. “Usamos o radar e o bafômetro quando suspeitamos de condutor embriagado. A pista é simples e exige mais atenção dos motoristas”, avisa o tenente.

Para ele, a rodovia preocupa mais no trecho entre o Colina Verde e a Vila São Paulo. “Onde os pedestres costumam atravessar ou transitar pelo acostamento o índice de atropelamentos é grande.”

Já na rodovia que liga Bauru a Ipaussu a preocupação da polícia é com os veículos de carga. “O trecho que mais nos preocupa fica entre Piratininga e Cabrália Paulista. O trânsito de veículos de carga é grande e como há uma serra, eles trafegam em baixa velocidade. Como a pista é simples, os veículos ficam impacientes e fazem ultrapassagens perigosas.”

Neste trecho, segundo o tenente, não há possibilidade da colocação de radar. Na serra não tem como colocar, porque o condutor pode frear ao ser surpreendido e provocar uma colisão traseira. O local também não permite por falta de sinalização”, reclama o policial.

Local visível

A presença da viatura já inibe a alta velocidade, na opinião do tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos. “A Rodoviária coloca viatura visível porque a intenção é que o usuário diminua a velocidade”. Outro aspecto ressaltado pela polícia são os sinais dos usuários. “Os usuários passam e dão sinal de luz para os demais. O sinal tem o aspecto positivo; as pessoas ficam sabendo que tem uma viatura policial e pensam que podem ser fotografados pelo radar. Com isso, diminuem a velocidade.”

O radar da polícia é colocado para condicionar o condutor, explica o tenente. “Nós colocamos o radar para condicionar o usuário que ali é um ponto de fiscalização contínua. O radar dá mais retorno no período vespertino e noturno por causa do flash. No período da manhã as viaturas fiscalização sem radar.”

Autuações

A Polícia Rodoviária registrou em setembro de 2004 913 fotos nas rodovias da região. O tenente salienta que o radar é operado 12 por 36 horas, ou seja, um dia sim e um não. Nos dias de chuva o radar da Polícia Rodoviária não opera.

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