Saúde

Voluntário deve respeitar as normas

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Por trás de toda a brincadeira e diversão, existe um conjunto de normas que devem ser rigorosamente respeitadas por atores e voluntários que visitam pacientes em hospitais. O principal critério é evitar a contaminação cruzada, ou seja, proteger os pacientes já debilitados de outras infecções e impedir que os visitantes levem bactérias e outros germes dali para casa.

De acordo com uma das coordenadoras do grupo, Teresa Guiglielmin, a primeira orientação que o voluntário recebe quando entra para o projeto é só entrar no hospital se estiver com a saúde perfeitamente em ordem.

“Se a pessoa estiver doente, com lesões na pele, com tosse, febre ou indisposta, ela deve comunicar isso a seu coordenador e faltar às visitas até estar bem de novo”, explica.

Como todos os demais visitantes, o voluntário precisa cuidar da higiene pessoal - manter cabelos presos, dispensar anéis, pulseiras e colares e lavar muito bem as mãos e as unhas - antes de entrar no quarto dos pacientes.

Mesmo os brinquedos e demais materiais utilizados pelas crianças devem ser laváveis. Eles são desinfetados com álcool após cada visita, segundo Guiglielmin.

“Em cinco anos de existência do Projeto Alegria, nunca registramos um caso de contaminação, nem do paciente por causa do voluntário, nem do voluntário por causa do paciente”, comemora.

Respeitar os horários de entrar e sair, restringir as visitas às alas permitidas pela direção do hospital e usar o uniforme e crachá do projeto também é muito importante, segundo ela. A movimentação indevida de pessoas estranhas atrapalha a rotina do hospital e pode interferir no trabalho dos funcionários.

Nesse sentido, usar o nome do projeto em vão para entrar na unidade hospitalar com outros fins que não a visita autorizada à pediatria e nos horários permitidos é absolutamente proibido.

Também é proibido aos voluntários levar qualquer tipo de alimento ao hospital, pois a maioria dos pacientes segue uma dieta especial durante a internação. Da mesma forma, o voluntário não pode, em hipótese alguma, administrar qualquer medicamento ao doente - nem mesmo se isso lhe for solicitado pelo paciente, por familiares ou mesmo funcionários do local.

Ao notar qualquer alteração no estado geral do paciente ou no som emitido por equipamentos de monitoração, o voluntário deve chamar imediatamente um funcionário do setor e sair do local até que a equipe médica tome as medidas necessárias. O voluntário não pode mexer no paciente, nem para mudá-lo de posição.

O Projeto Alegria foi trazido para Bauru pela psicóloga Maria Claudina Cury, há cerca de cinco anos. Diferentemente do que ocorre com os Doutores da Alegria, todos os seus integrantes são voluntários. Atualmente, cerca de 50 pessoas participam do grupo.

Brinquedos, papel sulfite, lápis de cor, uniformes, crachás, lenços umidecidos, álcool (para a desinfecção) e outros materiais são adquiridos por meio de doações e campanhas.

O Projeto Alegria visita pacientes internados no Hospital Estadual de Bauru diariamente, das 19h30 às 20h30. Também promove festas em datas especiais, como Natal e Dia das Crianças, quando os quartos são enfeitados com bexigas e os pacientes recebem brinquedos.

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