Saúde

Benefícios são recíprocos

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Voluntários do Projeto Alegria ouvidos pela reportagem afirmam que o aprendizado adquirido durante as visitas é o melhor pagamento que eles poderiam receber.

“Você entra pensando que vai ajudar alguém, mas quando saio, percebo que eles é que me ajudaram, porque vejo minha filha, meu marido com saúde e percebo como sou feliz”, comenta a publicitária Renata Pereira Fernandes, voluntária do projeto há dois anos.

Ela conta que teve de trabalhar muito a própria cabeça antes de começar as visitas, pois sentia-se mal só de sentir o cheiro de hospital. “Mas quando a gente quer, Deus ajuda. E hoje, uma das minhas maiores alegrias é quando os pacientes pedem ‘fica mais um pouco’ e você sente que fez uma coisa realmente legal”, acrescenta.

“Minha semana só começa quando eu saio do hospital. A gente recebe muito deles. Lembro de um Natal que entramos nos quartos em cadeiras de rodas enfeitadas e muitos presentes. Ver os olhinhos das crianças brilhando é muito gratificante”, destaca Teresa Guiglielmin.

Evidentemente, algumas visitas são mais dífíceis, quando o quadro da criança é muito grave, quando o paciente passa mal na presença do visitante ou quando eles ficam sabendo que um paciente não resistiu à doença.

“Dói. Mas quando um paciente que não fala e não anda aperta sua mão, quando uma mãe sai no corredor gritando por você e pedindo sua presença, quando você ganha um sorrido e um brilho nos olhos, isso me basta (...) é uma sensação esplendorosa”, descreve a autônoma Antonina Sardinha Sposito, que acaba de entrar para o grupo.

Todos os voluntários têm momentos marcantes para contar. Como o estudante Rodrigo Obici Lambert, que transformou o corredor da pediatria em campo de futebol em uma das visitas. “As enfermeiras ficaram bem bravas e eu não fiz mais isso, mas as crianças adoraram”, lembra.

“Semana passada foi meu primeiro dia no projeto e um dos pacientes estava totalmente desligado. Hoje ele brincou e só isso me emocionou completamente”, ressalta a farmacêutica Celina Ferraz.

Pessoas interessadas em colaborar com o projeto podem saber mais no site www.projetoalegria. org.br ou pelo telefone (14) 3223-6377.

Comentários

Comentários