O recém-eleito prefeito de Bauru, Tuga Angerami (PDT), assumirá a administração em janeiro do ano que vem muito perto de ter a maioria dos vereadores a seu favor. Dos 15 parlamentares eleitos no último dia 3, sete compuseram a aliança partidária que apoiou a candidatura tuguista no primeiro e segundo turnos. Portanto, falta apenas mais uma conquista para que Tuga consiga governar com maioria no Poder Legislativo.
Pelo seu partido, o PDT, foram eleitos José Clemente Rezende, Futaro Sato e Salvador Afonso. O time parlamentar ainda contará com o reforço de Rodrigo Agostinho, filiado ao PMDB, cujo partido cedeu o vice do novo prefeito, Renato Purini.
O PT, que elegeu José Carlos Batata (único representante do partido na Câmara), também deverá compor a bancada da situação. Logo após o término do primeiro turno, a ex-candidata a prefeito petista, Estela Almagro, declarou apoio à candidatura de Tuga.
A comunista Majô Jandreice (PCdoB) é outra parlamentar que defenderá os interesses da administração tuguista no Poder Legislativo. Seu partido compôs a frente que apoiou a candidatura do pedetista. No segundo turno, o prefeitável pedetista recebeu apoio do PSB, que elegeu Primo Mangialardo, único representante da legenda na Câmara.
Tuga não deverá ter dificuldades para conquistar mais um vereador e fechar o número mínimo necessário - de oito parlamentares - que lhe dará maioria na Casa. Pelo menos três vereadores estão muito próximos ao novo governo.
Pastor Luiz (PTB) até agora não se manifestou oficialmente sobre o assunto. O PTB ficou neutro na eleição do segundo turno e seu comando municipal passa por alterações. Os vereadores Paulo Madureira e Arildo Lima Jr., ambos do PP, também são opções de conversação para a composição da bancada da situação.
Embora o PP tenha apoiado a candidatura de Caio Coube (PSDB) à prefeitura nos dois turnos eleitorais, não está descartada a aproximação do partido à administração tuguista. Um dos dirigentes da legenda, o ex-deputado estadual Carlos Braga, é muito próximo do prefeito eleito.
Os demais parlamentares que restam, pelo menos em tese, são sinônimos de dificuldades político-partidárias. Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) deverá compor a bancada da oposição. Seu partido fez parte da aliança tucana. O presidente da legenda, Dudu Ranieri, foi autor de duras críticas à candidatura de Tuga.
Por questão de fidelidade partidária, os vereadores do PSDB - João Parreira, Toninho Garmes, Marcelo Borges e Benedito da Silva - devem compor a bancada da oposição.
Embora ainda falte dois meses para as articulações e muita conversa de bastidores, alguns nomes já começam a despontar para a disputa da presidência da Câmara Municipal de Bauru. Um dos mais cotados é do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), o mais votado nas eleições de 3 de outubro.
O PMDB vai compor a base de sustentação do futuro governo tuguista, além de ter indicado o vice, Renato Purini. Outro forte nome para assumir a função, determinada em voto aberto e com maioria simples no dia 1 de janeiro, é do vereador José Carlos Batata (PT). O PT também deve fazer parte do arco de formação do novo governo.
E há uma perspectiva de que o Poder Legislativo possa ter a primeira mulher na sua presidência. A vereadora Majô Jandreice (PCdoB), atual vice-presidente da Casa, é forte candidata. Foi reeleita em 3 de outubro para cumprir seu quarto mandato legislativo consecutivo.
Outra especulação envolve o nome do futuro líder do prefeito eleito Tuga Angerami no Legislativo. Considerado um amigo fiel, José Clemente Rezende (PDT) é um dos mais cotados. Mas nos bastidores o pedetista tem comentado que não estaria disposto a assumir a tarefa, penosa e geradora de desgaste político.