Polícia

PM frustra furto à agência do BB

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Minutos depois de a agência do Banco do Brasil localizada na quadra 18 da avenida Rodrigues Alves ser furtada, anteontem de madrugada, policiais militares prenderam quatro suspeitos, entre eles um menor de idade. A polícia identificou o grupo graças a uma denúncia feita por uma pessoa que teria testemunhado toda a ação dos ladrões.

Detidos, eles negaram participação no crime, mas, segundo a polícia, não souberam explicar a origem de R$ 5,5 mil encontrados no porta-malas do veículo que ocupavam nem de outros R$ 13 mil localizados dentro de uma bolsa que estava no quarto de hotel onde estavam hospedados.

Os acusados alegaram que a parte menor do dinheiro era fruto de um serviço realizado em Piracicaba. Entretanto, a soma das duas quantias é de R$ 18 mil, o valor exato subtraído dos caixas eletrônicos da agência, segundo contabilização feita pela gerência.

Apesar das restrições impostas pela lei eleitoral, o delegado de plantão, Kléber de Oliveira Granja, obteve autorização da Justiça e decretou a prisão em flagrante dos suspeitos.

Giliardi Albino Padilha, 18 anos, Eliezer Pereira da Silva, 19, Clauson Cordeiro Ferreira, 30, e T.F.S., 17, são de Joinvile (SC) e estariam de passagem por Bauru. O destino, segundo eles, seria Pirassununga.

De acordo com a polícia, Padilha é o único que apresentou documentação. Os demais deram seus nomes informalmente, o que abre possibilidade de não serem verdadeiros.

O grupo ocupava um Fiat Palio verde, placas GYZ 7835, de Curitiba (PR), quando foi surpreendido pela polícia. Dentro do porta-malas, além do dinheiro acondicionado em envelopes, foram encontradas várias ferramentas como furadeira, carregador de bateria, marreta, entre outras.

Segundo os acusados, os equipamentos são para montar estandes e teriam sido usados no trabalho supostamente realizado em Piracicaba. A polícia desconfia que o painel traseiro dos caixas eletrônicos tenha sido destruído com o uso dessas ferramentas. Dos R$ 5,5 mil, R$ 1,5 mil seria de Padilha, R$ 1.000,00 do menor, e o restante de Silva e Ferreira.

Durante a revista pessoal nos suspeitos, os policiais disseram ter encontrado uma chave de quarto de hotel, o que gerou desconfiança da polícia, uma vez que eles haviam dito, momentos antes, que tinham fechado a conta do hotel que os hospedou. Se isso fosse verdade, deduziu a polícia, a chave do quarto não estaria mais em posse deles.

Ontem de manhã, os quatro foram ouvidos pelo delegado Dernival Inforzato, de plantão na ocasião. Após os depoimentos, eles foram encaminhados à Cadeia Pública de Avaí, com exceção do menor, que ficaria apreendido e à disposição do Juizado da Infância e da Juventude.

Em análise de praxe de antecedentes criminais, nada foi encontrado em nome dos acusados.

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