Política

Nilson faz reunião na quinta para definição da transição

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Nilson Costa (sem partido) informou ontem à tarde que vai realizar uma reunião com o secretariado e seus assessores de gabinete nesta quinta-feira para definir a forma de realização da transição de governo com a equipe do prefeito eleito Tuga Angerami (PDT). Segundo o prefeito, será preciso estabelecer a forma e os critérios para a colaboração.

O expediente da transição é novidade para Nilson Costa. Ele foi eleito vice-prefeito na chapa liderada por Antonio Izzo Filho na eleição de 1996 e viu a sucessão ir parar na Delegacia de Polícia, com seu então aliado político acusando até a falta de documentos na prefeitura. “Vamos reunir o secretariado para definir como vamos colaborar para a transição”, citou o atual prefeito.

Alçado ao cargo em agosto de 1998 e, em definitivo, no início de 1999, após a cassação de Izzo Filho, Nilson Costa não experimentou a transferência de cargo nem no período e nem na eleição seguinte, no ano 2000, quando ele venceu a disputa com Tuga ficando em segundo lugar com menos de 2 mil votos a mais.

Nilson Costa ofereceu a transição de governo e disse que vai entregar o cargo para seu sucessor. Porém, não quer interferência até 31 de dezembro. “Não vamos admitir intromissão. Vamos colaborar o máximo para que o prefeito eleito tenha as informações que julgue necessárias para planejar suas ações de governo desde o início, de acordo com os compromissos assumidos”, comenta.

A reunião com o secretariado será realizada para estabelecer a forma e os critérios para a transição, já que o prefeito eleito vai nomear uma equipe para representá-lo no contato com os atuais gestores. “Definida a forma de facilitar o trabalho do prefeito eleito, vamos aguardar o contato dele para providenciar as informações. Informações sobre dívidas e quadro de pessoal estão em relatórios que já são enviados ao Tribunal de Contas, então não teremos dificuldades”, salienta Nilson.

Contudo, Angerami já deu indicação de que quer mais do que os números frios da contabilidade oficial. O prefeito eleito quer uma radiografia do funcionalismo para, a partir dos dados completos, estabelecer suas ações de reforma administrativa.

Ele também quer dados completos sobre dívidas e compromissos ainda não contabilizados pela pasta de Finanças para planejar os gastos e investimentos, contou Tuga logo após ser confirmado como vencedor nas urnas, no domingo à noite.

Por último, Tuga quer uma radiografia também de máquinas e equipamentos, para saber com o que poderá contar desde o início do próximo governo.

A definição da radiografia pretendida por Tuga nos três setores essenciais pede que o atual governo disponibilize uma equipe de transição com integrantes de áreas como Administração, Gabinete, Jurídico, Obras e Finanças.

Ontem à tarde, o vice-prefeito eleito Renato Purini (PMDB) reforçou que a equipe de transição não vai atuar com ingerência. “O atual mandato tem o respaldo das urnas até o dia 31 de dezembro. Não vamos fazer nenhuma intromissão e não é nem legítimo pensar em qualquer ação nesse sentido. O que pedimos é a colaboração do atual governo para disponibilizar informações para que o Tuga possa planejar seu mandato desde o início, daí a importância da transição”, conta.

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