Seguindo à risca o ditado de que quem ganha governa e quem perde fiscaliza, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) afirmou ontem que vai cobrar do prefeito eleito Tuga Angerami (PDT) os compromissos divulgados e assumidos durante a campanha eleitoral que se encerrou no último sábado.
Para ele, o candidato a prefeito Caio Coube (PSDB) teve uma boa performance e saiu vitorioso das urnas na eleição de anteontem. Caio foi derrotado por Tuga por uma diferença de 6.097 votos.
“Mesmo perdendo a eleição, foi uma vitória para nós. É preciso lembrar que não tivemos uma boa arrancada no primeiro turno das eleições municipais. Crescemos muito nesse segundo turno”, avaliou.
A exemplo do candidato tucano, Tobias também criticou as pesquisas realizadas pela TV Tem/Ibope que, no seu ponto de vista, prejudicaram a ascedência de Caio.
“Infelizmente, muita gente vota para quem é apontado pelas pesquisas que vai ganhar as eleições. Muitas pessoas também saíram em viagem no feriado prolongado achando que a eleição estava decidida. Vou começar a lutar para se criar um mecanismo de maior controle em relação a divulgação de pesquisas”, avisa o parlamentar.
Na avaliação dele, a campanha majoritária do PSDB foi ética. “Daqui para frente, vamos começar a cobrar o prefeito eleito. Porque nós, quando prometemos, cumprimos. O Hospital Estadual está aí, a duplicação da Bauru-Marília já começou, as obras do aeroporto foram retomadas”, lembra.
Tobias garante, porém, que o PSDB não tem intenção de criar um “clima de perseguição” em relação à administração do prefeito eleito Tuga Angerami.
“Mas vamos cobrar. Ele (Tuga) prometeu que vai asfaltar a cidade toda, que vai construir creches e escolas. Vamos cobrar dele. Nossa bancada vai estar atenta ao cumprimento desses compromissos assumidos durante a campanha”, afirma.
Para Tobias, a boa votação de Caio Coube o credencia a ser protagonista de outras eleições. “Ele não pode sair da política. Essa votação que o Caio recebeu mostra, sem dúvida, a grande liderança que ele é, sempre permeado pela ética. Quadro igual a ele não pode abandonar a política porque mostrou que é bom de voto.