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Justiça Eleitoral agradece


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“A união faz a força”, é como soa o vetusto ditado popular. Mas apenas quem vivenciou o desafio de estar à frente de uma eleição municipal em uma metrópole como Bauru é capaz de aquilatar que a voz do povo, sintetizada nessas poucas palavras, condiz com a verdade. De fato, a eleição é um processo extremamente complexo, que movimenta milhares de pessoas, a começar dos mesários, genuínos parceiros da Justiça Eleitoral. Segundo a doutrina, “são cidadãos convocados, designados ou nomeados para prestar, transitoriamente, determinados serviços ao Estado, em razão de sua condição cívica, de sua honorabilidade ou de sua notória capacidade profissional, mas sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário e normalmente sem remuneração. Tais serviços constituem o chamado ‘munus público’, ou serviços públicos relevantes, de que são exemplos a função de jurado, de mesário eleitoral, de comissário de menores...” (Hely Lopes Meirelles, in “Direito Administrativo Brasileiro”, Malheiros, 22.ª ed., 1997, pg. 75). Trabalharam conosco quase 3000 mesários, além de cerca de 250 assistentes técnicos, estes funcionando como representantes diretos dos juízes eleitorais nas escolas, incumbidos da coordenação dos trabalhos naqueles locais de votação e orientação aos eleitores. Tivemos também muitos servidores requisitados de diversas repartições públicas, os quais atuaram nos cartórios eleitorais, além de motoristas que estiveram a postos nos dias das eleições e naqueles que os antecederam.

O Poder Público Municipal foi acionado e não se recusou em prestar a sua valorosa colaboração naqueles serviços que lhe foram solicitados. Concessionárias de serviços públicos de energia elétrica e telecomunicações fizeram muito mais do que era de se esperar, colocando à nossa disposição todo um aparato capaz de garantir o eficaz funcionamento dos nossos equipamentos. A própria iniciativa privada fez questão de colaborar, com várias escolas/universidades cedendo seus prédios para a instalação de seções eleitorais, e não poderia aqui ser omitido o fato de a Instituição Toledo de Ensino - ITE haver franqueado as suas confortáveis instalações para o treinamento dos mesários, também assim o patrocínio do gerador de energia elétrica pela Rádio Auri-Verde e dos “telões” pelo Jornal da Cidade, equipamentos estes que estiveram à nossa disposição no Ginásio de Esportes da FOB-USP, onde se processou a totalização dos votos. É também de se registrar, neste passo, o mais irrestrito apoio que tivemos da Prefeitura do Câmpus Universitário da USP, mas neste momento me faltam palavras para aqui fazer um agradecimento à altura.

A mesma dificuldade sinto para agradecer a atuação das polícias Militar, Civil e Federal, que foram simplesmente impecáveis, dando a necessária segurança a todo o processo eleitoral, mantendo a ordem pública e garantido o efetivo cumprimento da legislação, valendo também ressaltar que o valoroso Grupamento de Bombeiros esteve igualmente a postos para qualquer emergência. Sei que posso ter me esquecido de algum agradecimento, mas por esse possível esquecimento de antemão me penitencio. Aliás, precisamente por isso, fiz questão de não mencionar nomes de pessoas, com o receio de omitir algum, regra essa que também adoto ao agradecer o empenho e a colaboração dos dedicados funcionários dos cartórios eleitorais. A estes transmito apenas uma frase que trago comigo desde que iniciei minha vida profissional: “Aquele que não faz mais do que aquilo para o que é pago, nunca ganhará mais do que aquilo que faz”. Profunda emoção, aliás, ao receber pedido de servidores já aposentados para que pudessem auxiliar nos trabalhos eleitorais, sem nada receberem.

Que lição de desprendimento e civismo!! Reconhecimento, ainda, aos meus colegas magistrados e também aos promotores, que estiveram ao meu lado nessa árdua jornada. Por fim, agradecendo a confiança que os candidatos e seus advogados, os partidos políticos e também a imprensa, depositaram no nosso trabalho, quero dizer que dele saio ainda mais humilde do que já sou, reconhecendo a grandeza da vida em face da minha pequenez pessoal, e colaciono, a propósito, o seguinte texto de um autor por mim desconhecido: “A razão está na própria natureza humana, que é insuficiente para a sua realização plena, na ordem individual. A construção efetiva do eu passa necessariamente pelo tu e pelo vos através de um esforço do nós, em que os eles não são de modo algum estranhos”. Muito obrigado a todos, inclusive, de um modo geral, ao povo ordeiro desta magnífica cidade. (O autor, João Thomaz Diaz Parra, é juiz eleitoral)

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