Descanso
Conforme havia antecipado logo após o resultado oficial da eleição, o prefeito eleito Tuga Angerami (PDT) vai descansar alguns dias da longa e pesada maratona de campanha para retomar o fôlego e iniciar o diálogo com o prefeito Nilson Costa sobre a transição a ser feita de um governo para outro.
Herança
É certo que até o dia 10 de novembro pouca coisa de novo ocorrerá, em razão ausência do eleito. Claro que o foco continuará com a atual administração, que não poderá deixar uma herança maior do que dois termos de ajustamento (contra enchentes e do tratamento de esgoto) assinados e não cumpridos.
Conduta
O termo de conduta sobre três unidades de saúde, assinado por Nilson com o Ministério Público, requeria uma discussão ou tempo diferenciado, mas o prefeito eleito tratou de não deixar em aberto a discussão ao dizer, ao JC, que cumprirá o que foi acordado, até porque, segundo ele, já tinha esse compromisso com as localidades onde estão os núcleos de saúde - Mary Dota, Ipiranga e Bela Vista.
Equilíbrio
O bom senso pede que o atual prefeito não cometa mais nenhum ato em relação ao próximo governo. Quanto a seu mandato, Nilson tem todo o direito de realizar ações cujos reflexos diretos não extrapolem dezembro de 2004. Pelo que disse Tuga, o máximo que vai desejar é uma radiografia completa do quadro de pessoal, da dívida e da estrutura física e móvel que encontrará.
Muita calma
A transição tem tudo para dar certo, até porque ela é útil para a cidade, que não aguenta mais pataquadas e confusões daqueles que ela “nomeia” para tomar conta de seu patrimônio e prestar os serviços que deseja. É preciso reflexão antes que bata a tentação de um confronto. Trata-se de um alerta para ambos os lados, principalmente para alguns assessores, aqueles que adoram tensionar relações de seus chefes.