Finda a eleição, muita coisa poderia estar sendo dita, pois estranhos fatos quase alteraram uma definição que sempre esteve dentro de todas as previsões. Felizmente, nada conseguiu tirar a vitória final de Tuga. Dizem que águas passadas não movem mais esse moinho e que devemos sepultar os aborrecimentos em prol de uma nova Bauru. Tento fazê-lo mesmo tendo bem claro que os ferimentos ainda nem começaram a cicatrizar. Engulo o sapo e me aquieto, mas as boas coisas têm que ser registradas para serem eternizadas.
Toda a campanha do Tuga foi a mais pura e atualizada versão possível do feito de Sansão e Golias. A eterna disputa entre o mais forte e o mais fraco. Isso já ficou evidenciado comparando as duas equipes de produção dos programas eleitorais. De um lado, cinco abnegadas pessoas. Do outro, um time completo, com direito a banco de reservas e reposições constantes. Pois o que vimos dessa brilhante equipe capitaneada pela Tânia Guerra na TV e Pittoli no rádio foi de encher os olhos. Souberam levar tudo a contento, mesmo sendo obrigados a bater o escanteio e correr na grande área para cabecear a bola. Foram eficientes na melhor acepção da palavra, contando com a ajuda de uma dupla de caipiras, que caiu nas graças do povão. Além de tudo são generosos, pois quando tentei cumprimentar o Pittoli após a consumação da vitória ouvi um: “Não me venha com elogios. O produto é que sempre foi da melhor qualidade.” E, como disso não tenho a menor dúvida, só registro que eles souberam muito bem vender a “Coca-Cola” que tinham nas mãos.
Henrique Perazzi de Aquino - RG 9.710.205-2