A carta de Manoel Porfírio da Rocha Filho (Tribuna do Leitor de 29/10/04) é bem uma síntese real, pura e verdadeira e, portanto, sem exageros, de apenas duas cenas de nossa cidade: os buracos das ruas e o buraco financeiro. A primeira categoria de buracos está ao alcance de todos nós, basta sair às ruas. Por mais que a assessoria de imprensa da Prefeitura se esforce listando serviços de asfaltamento realizados pela atual administração (Tribuna do Leitor de 31/10/04), não conseguirá eliminar um só dos buracos existentes. Isto somente será alcançado com a ação e o trabalho de quem tem a competência desta tarefa. E, se nada for feito de imediato, a estação das chuvas já chegou para aumentar esses buracos em dimensão e quantidade, para atormentar ainda mais o cidadão bauruense. A outra classe de buraco, o buraco financeiro, cuja dimensão é atualmente de R$ 222,1 milhões (Jornal da Cidade de 31/10/04 - página 5), tem o tamanho do orçamento municipal de 2005. Neste caso, reconheço que Manoel Porfírio não tenha sido fiel com a realidade, pois trata-se muito mais de uma voçoroca ou mesmo de um “cânion” financeiro a situação econômica do município, do que simplesmente um buraco. No início de sua carta, a assessoria de imprensa da Prefeitura classifica de “... aleivosias endereçadas à atual administração municipal” as afirmativas do missivista. Está escrito lá, no bom e velho Aurélio: aleivosia - sf. Traição, perfídia, deslealdade, dolo, fraude, falsa acusação, calúnia, injúria. O conteúdo da carta de Manoel Porfírio da Rocha Filho é o retrato perfeito das ruas e da situação financeira da Prefeitura e, portanto, não contém qualquer aleivosia. Se a atual administração não tem o que fazer com a dívida, dado a sua caótica situação financeira, que resolva a buraqueira das ruas, ação que está ao seu alcance. Assim fazendo, pelo menos melhorará uma das cenas.
Eng. Agrônomo Christopher Davies - RG 8.739.141