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Assistência animal


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Quantos donos de cães, gatos, galináceos e pássaros zelam carinhosamente por essas espécies domésticas? Consideram-se poucos, na verdade, pois nem todas as famílias cuidam bem de suas criações, motivo pelo qual, principalmente cachorros e gatos, são encontrados à beça perambulando livremente nas ruas, procurando descobrirem elementos para sua natural alimentação.

Os que escapam de cuidados genéticos, então, constituem a maioria, uma vez que, quando doentes, não ganham medicamentos fornecidos por seus donos, nem consultas de veterinários contratados pelos seus proprietários ou simplesmente levados aos consultórios e clínicas especializadas. Tem sido assim desde que o mundo é mundo, pois as espécies animais nunca foram tratadas como as humanas. Felizmente, porém, o problema caminha para o necessário fim, uma vez que está surgindo no caminho aquilo que na esfera individual tem a denominação de Fundo Mútuo de Saúde Humana e vai ter o título de Fundo Mútuo de Saúde Animal.

É um milagre inserido nos corações finalmente se abrindo para outro tipo de “gente”, como, carinhosamente, podemos tachar caninos, gatinos e pássaros, que passam a ter à sua disposição alguma “assistência médica”, sem ônus para suas carteiras e/ou cartões de créditos, aceitos por bancos e lojas comercializadoras de bens farmacêuticos a preços baixos e livres de juros.

Vimos, na televisão, anúncio do primeiro Fundo Animal, que está aparecendo no mercado e temos de cumprimentar seus organizadores e lançadores, assim como incentivar os criadores ao seu uso em benefício da vida de suas criações, que fazem jus a existências sadias e longas. Que não consigam chegar aos 50 ou mais anos como seus donos, fazendo-o, porém, a partir de outras tantas primaveras - latindo, miando, chiando ou cantando de acordo com os predicados trazidos de suas tocas, gaiolas e/ou terreiros. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “Esquece a solidão das horas mortas, que sentes escoar sem vibração, enquanto permaneces só e triste, estranho à multidão que estua ao lado, solitário como um canário engaiolado”.

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