Bairros

'Arquitetura verde'chega a Bauru

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

As expressões utilizadas para

definir esta maneira diferente de

criar imóveis são variadas - arquitetura

verde, arquitetura ecológica,

bioconstrução, construção alternativa,

arquitetura auto-sustentável,

entre outras. Com pequenas

variações, todos estes conceitos

são semelhantes.

Visam a necessidade de integração

da obra com seu entorno,

utilizando materiais e técnicas

locais, minimizando o impacto

da construção no meio ambiente,

reduzindo o consumo de energia

para construção e manutenção

e utilizando meios energéticos

alternativos.

Exemplos de como isso pode

ser aplicado na prática são

captação de energia solar, reaproveitamento

de água, adequação

em relação ao clima local

para aproveitamento de ventos

e construções com terra crua (tijolos

de adobe).

No Brasil, a onda da arquitetura

ecologicamente correta

é recente, mas em outros países

ela já faz parte da cultura

e é refletida no modo de projetar

e construir casas e prédios.

Ou seja, casa de barro não

é mais sinônimo de atraso. Pelo

contrário, as construções

ecológicas, consideradas a

vanguarda da arquitetura, demonstram

que respeitar a natureza

e viver bem é perfeitamente

possível e até barato.

Nesse quesito, Bauru ainda

está engatinhando. Mas já começam

a aparecer no cenário urbano

as primeiras iniciativas que

demonstram preocupações com

a questão ecológica.

Uma farmácia de manipulação

que funciona na região central

de Bauru, por exemplo, tem

sistema próprio de reutilização

de água internamente e utiliza

gás natural e luz solar para poupar

energia elétrica.

Uma casa que está sendo

construída na Vila Aviação,

por exemplo, foi projetada

com uma cisterna (espécie de

caixa d’água subterrânea) para

captar água da chuva e reutilizá-

la na irrigação de jardins

e nos vasos sanitários.

O imóvel é repleto de janelas

e vãos de vidro para aproveitamento

de iluminação natural.

“Isso também é uma forma

ecológica de fazer as coisas.

Quanto mais aberturas tiver

na casa, haverá menos gastos

de energia”, explica o arquiteto

Maurício Costa.

Ele afirma que desconhece

projetos com preocupações semelhates

em Bauru. “Ninguém

fez isso aqui em Bauru ainda.

Tem apenas algumas preocupações

voltadas para desperdício”,

frisa.

Outro exemplo é a sede de

uma imobiliária que está sendo

construída na avenida Getúlio

Vargas e conta com sistema de

captação de água pluvial e até

pré-tratamento de esgoto.

“Eu penseiemfazerumimóvel

auto-sustentável, quemedesse

o mínimo de despesa mensal

e ao mesmo tempo que servisse

de inspiração para algumas pessoas.

Isso é uma solução para vários

problemas da cidade”, expõe

o engenheiro Eduardo

Cury, proprietário do imóvel.

José Fernando e Anísia Motta

moram em uma casa na Vila

Aviação que tem captação de

energia solar. Além disso, boa

parte do terreno foi aproveitada

para preservar vegetação nativa

de cerrado. “É a primeira

vez que temos energia solar em

casa e estamos adorando. Não

tenho nenhum tipo de problema”,

destaca.

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