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Mutirão recolhe 78 kg de caramujos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Oito equipes da prefeitura visitaram cerca de 3 mil residências e 176 terrenos de quatro bairros da Zona Oeste de Bauru na caça a caramujos africanos, ontem. O resultado surpreendeu os organizadores, que recolheram 78 quilos do molusco (cerca de 1.000 animais) e muitos ovos, principalmente nos fundos de vale.

A caça aos caramujos africanos, que está se proliferando exageradamente, foi batizada de Dia “C” e foi realizada na Vila Independência, Jardim Terra Branca e Vila Santista. Os trabalhos encerraram às 12h. Os caramujos seriam levados para o aterro sanitário, onde seriam masserados e enterrados.

Carlos Barbieri, diretor da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), ressalta que a população pode continuar coletando os caramujos em seus quintais nos próximos 15 dias. Os moluscos devem ser encaminhados às Regionais Administrativas.

Ele ressalta que a coleta exige cuidado. “Não colete o caramujo com a mão nua. Use luvas ou saco plástico para a proteção”, orienta. O molusco é hospedeiro intermediário de dois vermes que podem causar doenças que levam, em casos mais graves, à morte. Um deles provoca dores abdominais, febre, vômitos e pode culminar com a perfuração do intestino.

O outro é causador de um tipo de meningite, que ocorre quando o verme se aloja no sistema nervoso central. Este tipo pode causar a inflamação das meninges e cegueira, paralisia e a morte, nos casos mais graves.

Novas ações

A comissão que decretou o combate ao caramujo africano, formada por profissionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), secretarias da Educação, Meio Ambiente, Saúde, Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Administrações Regionais e Universidade de Sagrado Coração (USC) vai voltar a se reunir. A realização de um novo Dia “C” não está descartada, avisa Barbieri.

As novas ações serão determinadas pelo número de reclamações feitas por moradores de outros bairros. “Vamos esperar os 15 dias, período em que as regionais estarão recebendo as coletas feitas pela população. Depois, a comissão volta a se reunir para verificar a necessidade e em quais regiões será preciso uma ação como esta”, explica.

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