A aliança que apoiou Tuga Angerami apostou a maior parte da energia de campanha em eventos na periferia, com caminhadas e encontros com pequenos grupos se multiplicando ao longo da disputa. Caio também fez reuniões, mas tentou se aproximar do oponente dando ênfase para a estrutura física, o que incluiu a realização de vários showmícios.
Nos programas de televisão, Tuga procurou solidificar o voto lembrando as realizações de quando foi prefeito (1983-1988), sobretudo obras como a instalação de unidades de saúde espalhadas pelos bairros, escolas e asfalto.
Caio foi para o contraponto afirmando que traria programas sociais com o apoio do governo do Estado, como o Restaurante Bom Prato, a distribuição de remédios pelo Dose Certa e prometendo um amplo programa de pavimentação.
Tuga intensificou a necessidade da população escolher um homem público experiente, lembrando da difícil situação financeira enfrentada pelo Município. Caio apostou no mote do empresário moderno, realizador, citando a lentidão administrativa do atual governo.
Nos bastidores, os tucanos comentavam sobre a dificuldade de competir na periferia, o que fez a diferença no resultado final. Entre as alfinetadas levadas ao eleitor na tentativa de mudar a opinião sobre o voto, os programas de Caio colocaram seu adversário como ultrapassado. O programa de Tuga contra-atacou colocando Coube como o candidato dos ricos.
O resultado final da primeira eleição da história política local deu a vitória a Tuga Angerami. A disputa fica marcada, de um lado, pelo esforço das candidaturas em manter o nível das discussões nos eventos oficiais e nos programas eleitorais de televisão até os últimos dias de campanha, apesar das alfinetadas nas últimas horas.
De outro, a disputa pelo poder contou com embates e apelações de conteúdo sócio-econômico e moral nos bastidores, com ambos os grupos tentando influenciar na decisão do eleitor a partir de métodos ainda do período mais negro da história política do País.
A primeira eleição da história do segundo turno de Bauru ainda deixa como interrogação o peso que as mais de 36 mil pessoas que deixaram de votar no último domingo teve sobre o resultado final, tendo em vista a diferença oficial de apenas 6.097 votos entre os candidatos.