O que têm de fazer os povos em geral para defender a sua independência que, em uma só palavra, quer significar liberdade? A resposta direta figura na própria postura de Jesus, quando começou a evangelizar os seus discípulos para a vida que teriam pela frente e ofereceu a sua para que a nossa não viesse a tornar-se prisioneira de uma miséria como tantas que existiriam no mundo. Evangelizar é sinônimo de educar, porquanto nada mais é escravizador do que o desconhecimento e a ignorância, uma vez que o fato de não ter ciência das coisas impede as pessoas de muitas coisas, como trabalhar, viver com dignidade e conhecer os próprios direitos e a história e, então, viver com absoluto sentido, segundo o qual possam todos corrigir o que esteja ou se tornou errado perante as opiniões.
É preciso, então, educar para libertar idéias e pensamentos, tentando superar os sérios desafios da educação formal, sobre os quais falou, recentemente, o insigne Papa João Paulo, deixando absolutamente claro que a cultura precisa sempre ser buscada e entendida como fonte do progresso integral e harmonioso das pessoas, conselho endereçado, também, especialmente, aos jovens que se aprisionam nas cadeias do vício e da violência, além de outras anomalias, deixando de lado os reais valores humanos, que levam os seres à plenitude de suas consciências e, conseqüentemente, aos melhores destinos.
Em defesa da cultura popular, que há de preparar as gerações para promissor futuro, estão as autoridades impulsionando campanhas específicas, tendentes a superar as crises sociais geradas pelas insensibilidades do mundo, cuja modernidade vai encobrindo seus melhores méritos quanto à preservação da dignidade, executora de ações construtivas e benéficas à sociedade em seu todo, educando para libertar.
Dêem-se de ombros os arranhos do modernismo, opondo-se também aos avanços que queiram fazer em outros amanheceres a fim de que a educação humana nunca venha a faltar, favorecendo a libertação. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “Sem a música que acalme, abate e estimule. Sem a música que alente, fascine, arrebate, deprime, prende e esvanece. Sem a música que empurre mais avante o ânimo do homem e acorde no passado os dias esquecidos, o que restaria à humanidade?”