Política

Sindicato dos Servidores Municipais vai pesquisar alternativas jurídicas

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

A direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) vai estudar a possibilidade de ingressar na Justiça para impedir que os secretários municipais tenham salários de R$ 6 mil a partir de janeiro do ano que vem. Ontem, os diretores da entidade acompanharam a discussão e votação do projeto da galeria do Poder Legislativo.

A ameaça do vereador Toninho Garmes (PSDB) em recorrer ao Judiciário para tentar brecar o reajuste à categoria animou os dirigentes sindicais, que também prometem acionar o departamento jurídico do Sinserm para avaliar o que pode ser feito.

“É lamentável que esse projeto tenha sido aprovado. Os argumentos do vereador Toninho Garmes foram convincentes. Só não entendeu quem não quis entender”, avaliou Sônia Carvalho, diretora da entidade.

Ela lembrou que os servidores municipais para conseguirem uma recomposição salarial mínima precisaram se mobilizar em greve. “E aqui na Câmara o salário dos secretários é aprovado de uma maneira tranquila. Foi um tipo ‘trem bala’ ou ‘trem da alegria’. É triste ver isso”, afirma.

Ela entende que a partir do momento que uma pessoa aceitou o convite para assumir uma secretaria fica estabelecido uma relação de compromisso com a administração municipal.

“Um trabalho que vai mexer com toda a cidade é preciso, acima de tudo, de compromisso independentemente do valor do salário. Caso contrário, não deve ser aceito”, opina.

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