Bairros

Protesto interdita rua na Pousada 1

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Ao ver as máquinas finalmente iniciarem as obras para pavimentação de 11 quadras de cinco ruas da Pousada da Esperança 1, um grupo de moradores do bairro fez um protesto para tentar incluir no programa outras vias de terra. Com galhos de árvores, eles interditaram a quadra 3 da rua Joaquim Gonçalves Soriano, que não está no pacote de asfalto.

“Já que vão asfaltar a quadra 2, não tem sentido deixar a quadra 3 na terra. O ônibus passa pela quadra 2 e pela quadra 3 da Joaquim Gonçalves Soriano e depois sobe pela Raimundo Matos, que também queremos que seja pavimentada agora”, diz Hildebrando Labanhare, um dos manifestantes.

Apesar da ponderação feita por Labanhare, o secretário de Obras, José Ângelo Padovan, disse ao JC que não há como asfaltar mais quadras além daquelas que já estão previstas. “Os próprios moradores do bairro escolheram as ruas que seriam asfaltadas, não é uma escolha aleatória. Agora, depois que foi feita licitação e as obras estão começando, não tem como mudar”, sustenta.

As 11 quadras serão asfaltadas numa parceria da prefeitura com o Estado, obra que deveria ter sido realizada já no ano passado. A obra custou R$ 346 mil (R$ 300 mil pagos pelo Estado e R$ 46 mil pelo Município).

De acordo com Padovan, os trechos que receberão asfalto foram escolhidos porque são trajeto de ônibus, já têm galerias e são vias de acesso ao bairro. “Agora, para asfaltar essas outras ruas, só no próximo programa”, frisa.

Apesar de o secretário de Obras explicar à reportagem que não há possibilidade de ampliar ou alterar o programa de pavimentação agora, os manifestantes receberam uma promessa de uma pessoa que disse a eles ser assessor do prefeito. “Ele - disse que vai enviar o projeto para São Paulo de novo para tentar incluir outras ruas e ficou de nos dar uma resposta”, conta Labanhare.

O protesto, que foi pacífico, começou por volta das 16h e só terminou às 19h30. Um ônibus coletivo ficou retido na quadra 3 da rua Joaquim Gonçalves Soriano, mas os passageiros desembarcaram e pegaram outro circular em um ponto próximo. A Polícia Militar acompanhou o ato Antônia Gonçalves, que mora na rua Miguel Débia, juntou-se ao grupo para reivindicar asfalto para sua via. “Minha rua tem galeria pluvial, mas nada de chegar o asfalto. Até já estão furtando as tampas da galeria. A rede de esgoto está estourando e a gente está na poeira”, relatou reivindicando a pavimentação.

A mesma reclamação fez Nanci Francisca de Souza, que mora na quadra 1 da avenida Augusto Morales. “Moro em uma avenida que devia ser asfaltada e passar ônibus por lá. A gente tem que andar várias quadras e na poeira para pegar ônibus. Meu filho tem rinite alérgica e sofre com isso, por isso vim para a manifestação”, explicou.

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