Tribuna do Leitor

Utopia, um sonho de todos


| Tempo de leitura: 1 min

Lembra-se do número de candidatos que fizeram uniões políticas maquiavélicas em busca de votos, que acusavam os adversários nas eleições de outubro? E não apenas composições, mas acordos, denúncias, conchavos, tudo sobre a égide do maquiavelismo. Nicola Machiavelli (Maquiavel, em português), italiano (1469/1529), escreveu, entre várias obras, o Príncipe (1510), que lhe garantiu a imortalidade, uma obra que era destinada a ensinar aos príncipes italianos os meios da perpetuação absoluta no poder, um mar de amoralismo, que hoje se resumiria em: “Os fins justificam os meios”. “Faça-se o mal de uma vez só e o bem aos poucos”.

Mas a literatura adora a esperança e o inglês Thomas Morus (1480/1535), numa crítica irascivel à sociedade da época, imaginou um país Utopia, onde todos poderiam escolher livremente a religião, o humanismo seria predominante, o governo proporcionaria condições de vida ideais a um povo voltado para seus valores morais.

Utopia, nome derivado do grego (“um lugar que não existe”), e nós brasileiros vivendo em lugares que existem aos “trancos e barrancos” escolhemos em outubro pessoas que vão administrar nossas cidades. Esperemos que eles se lembrem e cumpram suas promessas, que reflitam e busquem soluções para a fome, o desemprego, a educação, a saúde, que deixem de lado picuinhas, vaidades, interesses pessoais e que sepultem enfim o maquiavelismo para que possamos juntos procurarmos construir a nossa Utopia, um sonho de todos para todos.

Carlos Iunes

Comentários

Comentários