Economia & Negócios

Para Brasil Ferrovias, negócio vai propiciar investimento na Novoeste

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 1 min

O assessor de comunicação da holding Brasil Ferrovias (controladora da Ferronorte, Novoeste e Ferroban), José Roberto Walker, admite que não foram cumpridas as metas estabelecidas nos contratos de concessão para a privatização, em 1996. Porém, afirma que isso não tem relação com o acordo feito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, a negociação vai gerar saúde financeira para que o grupo possa investir nas ferrovias privatizadas - Novoeste e Ferroban.

“O problema (que levou a procurar o BNDES) é a dívida da Ferronorte, porque mesmo os altos lucros desta ferrovia não têm sido suficientes para cobrir os investimentos feitos na sua construção. O acordo possibilitará, por exemplo, que dentro de três anos a Ferronorte possa ser negociada no novo mercado da Bovespa, o que dará mais saúde financeira à empresa”, assinala Walker.

“As situações da Ferronorte, Novoeste e Ferroban realmente são diferentes. Contudo, as três empresas têm um único credor, que é o governo federal. E mais: se a Ferronorte é uma concessão pública e agora a empresa (Brasil Ferrovias) pede dinheiro do governo para saldar suas dívidas, isso é como um processo de estatização”, rebate o presidente do Sindicato de Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Roque Ferreira.

De acordo com Walker, os acionistas da Brasil Ferrovias vão converter R$ 165 milhões dos empréstimos em ações e injetar mais R$ 120 milhões de “dinheiro novo”. “Esses R$ 120 milhões serão investidos em prioridades para o crescimento e a expansão da ferrovia, como a reestruturação da Ferroban em São Paulo e a viabilização da Novoeste para operar no trecho de Corumbá até Santos. É por isso que o ‘pacote’ todo do acordo depende de regularizar o conjunto das três empresas.”

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