Regional

Agudos terá primeiro desfavelamento

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - Moradores do Jardim São Vicente 1 e 2, do Parque Pampulha e do Jardim Vienense, que vivem em condições precárias de habitação serão os maiores beneficiados com o primeiro desfavelamento de Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru). Ao todo, serão contempladas 97 famílias.

As casas serão construídas no sistema de mutirão e cada uma vai custar aos cofres do governo do Estado cerca de R$ 10,5 mil. O terreno e toda infra-estrutura, como guia, sarjeta, energia, água e esgoto, é de responsabilidade da prefeitura.

Cada moradia terá 43 metros quadrados de área construída, contendo sala, cozinha, dois quartos e um banheiro. A área cedida pela prefeitura fica entre o Ginásio Municipal de Esportes e o bairro Mário Campesato.

O início das obras ainda não tem data definida. De acordo com o prefeito Carlos Octaviani (PMDB), falta definir com a Sabesp como será feita a coleta e o tratamento do esgoto que será produzido pelos novos moradores.

Assim que a questão estiver definida, será aberta licitação para compra de materiais de construção - que dura em média 40 dias - e depois os moradores têm dois anos para levantar as casas.

No sistema de mutirão, as obras só ganham fôlego nos fins de semana, quando a maior parte dos futuros beneficiados não estão trabalhando.

Carga horária

De acordo com as regras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) cada família terá de trabalhar pelo menos 16 horas por semana na construção das casas. Normalmente, não é permitido, por exemplo, que um casal trabalhe oito horas no sábado (o que daria as 16 horas que cabe à família) e fique em casa no domingo. A idéia é distribuir de forma igualitária a mão-de-obra nos fins de semana.

Depois de pronta, as casas são ocupadas pelas famílias que residem nas favelas e que foram cadastradas pela prefeitura. Cada família passa a pagar prestações mensais que giram em torno de R$ 50,00 por um prazo de até 25 anos.

Segundo a assistente social de Agudos, Rosemeire Cornélio, está praticamente definida a lista dos beneficiados com o desfavelamento. Ela contou que no início algumas famílias mostraram certa resistência em sair dos barracos, mas depois acabaram aceitando.

Apesar de toda precariedade dos barracos de madeira, seus moradores não pagam aluguel nem financiamento. A área onde está a favela pertence ao município e começou a ser ocupada pelos moradores há cerca de 20 anos.

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