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Formandos do CTI doam projetos

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo terceiro ano consecutivo, os formandos do curso de informática do Colégio Técnico Industrial (CTI) “Professor Isaac Portal Roldán” elaboraram projetos de final curso destinados a entidades assistenciais e sem fins lucrativos de Bauru. Os 14 trabalhos deste ano, apresentados durante esta semana, beneficiaram pelo menos nove entidades sociais, a Polícia Militar, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), além do próprio CTI. O curso técnico é cumprido de forma integrada ao ensino médio (colegial).

Desde 2002, segundo levantamento feito pelo próprio CTI, pelo menos 14 destes projetos acabaram efetivamente implantados pelas entidades às quais foram destinados, como o Museu Municipal de Bauru, Centro Regional de Registro e Atendimento aos Maus Tratos à Infância (Crami), Associação do Câncer de Agudos e Creche Unidos para o Bem. Em todos eles, os alunos criam sistemas de informática para controle administrativo, além de um site de divulgação na Internet.

Kátia Lívia Zambon, uma dos dez docentes responsáveis pela coordenação dos trabalhos, destaca que, além de colocar em prática o que aprendeu no curso, o aluno acaba criando o espírito do voluntariado. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o estudante João Evandro Biazotto, 17 anos, integrante de um grupo que desenvolveu um programa administrativo para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) - a entidade também foi tema este ano de um projeto voltado para a área educativa.

Biazotto diz que as constantes visitas à Apae durante a elaboração do projeto acabaram despertando nele o espírito do voluntariado. “Foi uma experiência interessante, pois encarei uma realidade totalmente diferente. Percebi que para entidades como a Apae, todo tipo de ajuda é sempre bem-vinda”, diz o estudante, que continuará freqüentando o local, pelo menos enquanto estiver acompanhando a implantação do programa.

Júlio César da Silva, 17 anos, integrante de um grupo que “adotou” o Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) como tema de seu projeto, também acabou envolvido com o público-alvo da entidade - jovens carentes que se preparam para entrar no mercado de trabalho. A construção de um sistema de matrículas e do site exigia visitas constantes para coleta de informações e de fotos para a página na Internet.

Para as entidades, o resultado também é bastante interessante - o custo deste tipo de serviço pode ficar entre R$ 7 mil e R$ 12 mil, segundo avaliação de profissionais do mercado consultados pela reportagem. Este ano, além da Apae e do Cips, também “ganharam” projetos entidades assistenciais como a Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC), Sociedade de Apoio à Pessoa com Aids de Bauru (Sapab) e a Creche Bom Samaritano.

Os alunos também construíram sistemas e sites para a Farmácia do Povo de Iacanga, Sindicato dos Bancários de Bauru, além de quatro trabalhos direcionados ao próprio CTI (Comissão Disciplinar, Sistema Acadêmico, Vestibulinho e Conselho Disciplinar). Zambon acredita que, a exemplo dos anos anteriores, estes sistemas e sites criados pelos alunos deverão ser implementados pelos órgãos beneficiados.

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