Estou abismado com as declarações do sr. Andrey sobre a campanha do desarmamento. Ele não entendeu que a idéia é desarmar a população (mesmo) para que não haja homicídios vãos, como o do cara que trabalhou a semana toda e, por um lapso de imbecilidade, matou um fulano porque olhou para a mulher dele. A bandidagem é outra estória. A bandidagem se resolve com polícia preparada, descriminalização das drogas e igualdade social.
Outro grande erro é defender a reeleição do Bush. Poucas vezes acompanhamos o mundo unido em prol da derrocada de um farsante como ele. Não deu, mas ele vai pagar (e já está) pelo seu excesso de moralismo de fachada com mais e mais confusões. A moçada precisa de carinho e de conversa olho no olho (não dente por dente).
Eu morei com um norte-americano durante 6 meses em São Paulo. Quando perguntei sobre a febre de armas, se era verdade, ele disse: "Man!, quando eu fiz 18 anos, meu presente de aniversário foi uma 12! (canhão, trabuco, daqueles que vara as pessoas nos filmes)".
Para que um rapaz de 18 anos precisa de uma 12?
Será que o sr. não vê que, por mais armas que tenha em sua casa, não terá nenhuma chance contra os bandidos num eventual tiroteio? Será que não percebe que aquela bandeira que tremula nos filmes de ação é um símbolo demodê, função fática de uma linguagem vencida por 100 mil pessoas mortas no Iraque - a maioria civis!?
Será que o sr. não vislumbra que esse texano burro tem um problema pessoal com seu pai e um interesse pessoal com os poços de petróleo do Golfo Pérsico? E que o advento da democracia no Iraque (será que eles não pensaram nisso?) só irá trazer saudades de Saddam, pois a grande maioria do país é xiita, muito mais radical que os sunitas husseinianos?
Sr. Andrey; se algum cidadão de Bagdá, Basra, Najaf, Kirkuk pudesse mudar de lugar com o sr. e com o conforto de sua análise política incompetente, tenho certeza que preferiria que as bombas inteligentes dos americanos caíssem bem em cima de sua casa.
Luís Paulo C. Domingues - RG 17115765-5