Economia & Negócios

Convênio também foi suspenso no BIC Banco e numa papelaria

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Não são apenas as farmácias que deixaram de receber o repasse de valores descontados dos servidores públicos municipais na folha de pagamento. O BIC Banco e uma grande papelaria da cidade também estão na mesma situação e suspenderam o convênio.

“Desde junho o servidor não pode comprar pelo convênio, só fazemos a venda normal. A gente banca um tempo, mas estava ficando insustentável. Chegou o período de pagar o 13.º salário dos funcionários”, explica Nilo Sérgio Alves Júnior, gerente da papelaria. De acordo com ele, a administração municipal pagou anteontem a menor parcela das quatro que devia. O valor médio das outras é de R$ 7 mil.

“São muitas reclamações no balcão. Estamos tentando negociar. Não é a primeira vez que acontece, mas neste ano foi pior. Precisamos voltar ao atendimento normal”, informa.

Já o BIC Banco, instituição que oferecia empréstimo para os servidores, não pretende manter o convênio mesmo após a quitação dos débitos por parte da prefeitura. De acordo com o superintendente do banco, Fernando Lima, essa decisão só será revista após conversa com o prefeito eleito, Tuga Angerami (PDT). Desde o início do ano, o banco desistiu da parceria com a administração municipal.

Legislativo

“Nós enviamos uma correspondência para a Câmara Municipal pedindo a intervenção (para a liberação dos repasses). Aí pagaram dois meses (duas parcelas) em setembro e pagariam o restante em outubro”, conta Lima. Como o valor não foi liberado e venceram outros dois meses, mais uma vez a instituição recorreu ao Legislativo, porém, ainda não obteve resposta.

O presidente da Câmara, Renato Purini (PMDB), não foi encontrado pela reportagem para comentar quais iniciativas foram e seriam adotadas.

Independentemente dos encaminhamentos, uma servidora inativa, que pediu para ter o nome preservado, registrou um boletim de ocorrência de preservação de direito para se precaver contra eventuais cobranças. “No meu dicionário isso tem outro nome: roubo. Eu pedi para não descontarem do meu holerite, que eu mesmo pagava”, explica.

Embora o pedido não tenha sido acatado, em princípio a servidora não deve ser prejudicada, assim como outros funcionários da administração. Essa é a expectativa do BIC Banco que, numa outra situação idêntica registrada neste ano, enviou o nome dos servidores ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Na época, o Sinserm encaminhou uma notificação à instituição informando que ela seria responsabilizada junto com a prefeitura por ter adotado a medida, revertida posteriormente.

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