BEM FEITO
A tragédia que aconteceu em campo, em Ipatinga, por pouco não ganhou contornos mais graves na chegada do Flamengo ao Rio, domingo à noite, quando o grupo de torcedores foi ao aeroporto para agredir os rubro-negros. O goleiro Júlio César chegou a levar um chute, mas derrubou seu agressor e também o chutou, com este caído. Zinho também encheu outro agressor de ‘alegria’. Na sequência, Da Silva, Douglas Silva, Whelliton e Valdomiro, que já estavam no ônibus, desceram correndo para ajudar Júlio César e Zinho. E deram porradas. O Flamengo tomou uma surra do Galo no gramado, mas levou ampla vantagem na briga no aeroporto. É claro que não achamos isso bonito e somos contra a violência, mas Júlio César está de parabéns ao revidar, se defender. Mostrou que é homem e tem sangue nas veias. Bem feito. Quanto ao torcedor, pode vaiar, xingar, fazer o ‘enterro’ do time, mas não partir para a agressão. Não dá para entender o tipo de torcedor que sai de casa para agredir jogador de futebol.
NAS ALTURAS
A altitude será a maior arma dos equatorianos contra o Brasil na partida desta quarta-feira, em Quito, a 2.800 metros de altitude, pelas Eliminatórias para a Copa de 2006. Não sou nenhum especialista sobre o assunto, mas acho que os jogadores da nossa Seleção precisam saber dosar as energias. Saber a hora certa de correr e de ficar parado. O segredo é não se afobar, ter calma, para não perder o fôlego.
SANTISTAS
Roberto e a galera do Posto Ipiranga da avenida Getúlio Vargas acham que mesmo o Santos vencendo todas, vai dar Atlético-PR. Os santistas têm que se preocupar com o time e esquecer o Furacão.
PERSONALIDADE
Herói da última hora da torcida santista, o atacante William desabafou e comemorou muito o gol que deu a vitória ao Santos contra o Goiás por 2 a 1, domingo, em Prudente. Principalmente devido à pressão que vinha sofrendo da torcida. “Sempre joguei com pressão, é bom, né? O que seria do futebol sem a pressão da torcidaâ€. Gostei dessa declaração de Willian, que mostra ter personalidade. Gente famosa, pública, notória não pode se abater com críticas da torcida e da imprensa.
TAREFA DIFÍCIL
O São Paulo não pode perder mais pontos se quiser ser campeão. Quando faltavam 14 rodadas para o fim do Brasileirão, Émerson Leão disse que se seu time vencesse 12 partidas, estaria bem na disputa pelo título. Com sete vitórias, um empate e uma derrota nos últimos nove jogos, o clube do Morumbi está no limite. Dos seis pontos que podia perder, cinco foram embora – três na derrota para o Figueirense e dois no empate com o Vasco. Agora, não resta outra alternativa que não seja vencer os cinco jogos restantes. Mas ganhar o título será uma tarefa muito difícil, porque o Tricolor terá também de depender da derrota de outros times.
EXAGERO
Dois torcedores acusados de atirar copo no campo foram presos durante a partida entre Atlético Paranaense e Criciúma, domingo, na Arena da Baixada. Eu acho um exagero o clube perder mando de campo por causa de um copo vazio de papel. Quem fez esse Estatuto do Torcedor não é do meio futebolístico. Aliás, nem o ministro do Esporte é do ramo.
PARABÉNS
Ontem foi o adversário dos XV de Novembro. O de Piracicaba e de Jaú, amargam uma Terceira Divisão há alguns anos, uma pena, porque estão entre os clubes de futebol mais tradicionais do Interior. O Nho Quim foi o primeiro time do Estado promovido, conquistando a Segunda Divisão em 1948, além de decidir o Paulistão de 76 com o Palmeiras. Já o Galo da Comarca ganhou a Segundona em 1951, dois anos anos da conquista do Noroeste. Um dos memoráveis times do XV foi o de 1981: Carlos; Alfinete, Eugênio, Luís Carlos e Cidinho; Célio, Cardim e Carlos Silva; Geraldo, Níveo e Aroni. Técnico: Cilinho. Em 84, Jaú deu uma força ao Norusca, que conquistou o título da Segunda Divisão no Estádio Zezinho Magalhães.
ENTREVISTA
Tentei segurar os dois, mas não foi possível. Osmar e Gordo, do Corintinha, serão entrevistados hoje e prometem meter bronca. O alvo é Milton Martins, presidente da Liga Bauruense de Futebol Amador.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1978: Marília 0 x 1 Noroeste, no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, gol de Mococa. Árbitro: Joel Teixeira Caires. Público pagante: 7.074. Marília: Paulo César; Hudson, Renatão, Rubão e Zeca; Clodoaldo (Chaim), Nenê e Serginho; Edinho, Jorginho e Ferreira. Técnico: Norberto Lopes. Noroeste: João Marcos; Figueira, Samuel, Jorge Fernandes e Mauricinho; Ednaldo, Mococa e Jairzinho; Bugre, João Carlos (Lourival) e Rodrigues. Técnico: João Leal Neto.