Polícia

Comuna continuará no prédio da Gilgal

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

O tumulto ocorrido na segunda-feira envolvendo crianças e adolescentes abrigados na Comunidade União em Amor (Comuna) não muda o trabalho da entidade, que recentemente mudou-se para o prédio do extinto Centro de Recuperação e Reintegração de Menores (Gilgal), localizado no Jardim Cruzeiro do Sul.

Apesar das reclamações feitas por vizinhos da entidade, de que teriam sido ameaçados pelos abrigados, que são menores em situação de risco, carentes ou órfãos, o juiz da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, não vê necessidade de reavaliar a localização da instituição. Para ele, o tumulto de segunda-feira foi um fato isolado que pode ocorrer em entidades que atendem esse público. “Lá não estão menores infratores, mas sim carentes. Vamos acompanhar, mas por enquanto não vemos nenhum problema do funcionamento da entidade lá”, diz.

A presidente do Conselho Tutelar de Bauru, Sandra Ferreira, considera o tumulto e a briga entre os abrigados fatos normais para o perfil da entidade. “Dentro dos lares ocorrem desentendimentos, imaginem em uma entidade que reúne adolescentes com formações diferentes!”, ressalta.

Ela diz que o órgão vai continuar encaminhando para a Comuna os menores em situação de risco que precisarem serem abrigados. A entidade funcionava na área rural, em Val de Palmas, e foi transferida para o prédio da Gilgal para facilitar o acesso dos assistidos à escola e outros programas.

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