Tribuna do Leitor

Cumprindo a lei


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Ao apagar das luzes da Grand Expo Bauru 2004, gostaria de cumprimentar a diretoria da Associação Rural do Centro Oeste Paulista (Arco) pelo bom trabalho realizado e o nível das atrações oferecidas ao público. O objetivo da feira foi amplamente atingido. Primeiro pelo nível técnico dos animais da feira, que foram julgados pelos melhores juízes do Brasil e de fora. Segundo, pelo entretenimento oferecido, através dos shows, bailes e também da maior atração desta expo, que, sem dúvida, e, sem nenhum exagero, ficou por conta do rodeio.

Todos os cuidados foram tomados para que as leis federais nºs: 10.220 (que regulamentou a atividade de Peão de Rodeio, hoje considerado um atleta profissional no Brasil), a 10.519 (que normatizou as atividades de Rodeios no Brasil) e a 9.605 (Lei ambiental) fossem cumpridas rigorosamente, inclusive sob o acompanhamento da ilustre Polícia Ambiental, que tudo fiscalizou.

Mesmo algumas pessoas desinformadas, e no afã de ter seu momento de fama, terem insistido em querer, sob a guisa de proteger os animais, dificultar o espetáculo, a festa aconteceu, e foi um sucesso. Sucesso este atestado por milhares de pessoas, que todas as noites lotaram a arquibancada e a área de circulação em volta da arena, para assistirem à manifestação da cultura popular do homem do campo, cantando, dançando, fazendo evoluções, enfim, se divertindo muito.

E, felizmente, prevaleceu o cumprimento da lei. A postura anacrônica de algumas pessoas, ainda sob o pretexto de proteger os animais, quando poderiam estar se dedicando a causas mais nobres, como as sociais e filantrópicas, definitivamente deixam de ter sentido, agora com as leis regendo a atividade de rodeio no Brasil. Fica por conta do profissional de rodeio, principalmente dos proprietários de animais, que sempre foram os maiores interessados em protegê-los, o cuidado de bem tratá-los. Pois não é sensato imaginar que uma pessoa possa “ matar a galinha de seus ovos de ouro”, na medida em que possa maltratar seu animal de rodeio, seu ganha pão. Nunca é demais lembrar que os animais de rodeio são privilegiados, se mantêm inteiros, são longevos, diferente dos bois e cavalos que são castrados, engordados e abatidos precocemente. Sem contar os que puxam arados e carroças.

Enfim, um agradecimento especial ao presidente da Arco, senhor Orlando Lamônica Júnior, pelo arrojo e coragem de incluir na feira, este que é o evento que mais reune público no Brasil, depois do futebol, devolvendo a Bauru o direito de realizar rodeios, festa essa realizada em 1.869 cidades do Brasil (estatística das secretarias de agriculturas estaduais), além é claro de outros países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, e outros.

Carlos E. S. Padilha - RG 7.996.385

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