Politicando

Autoridade máxima


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Era o ano de 1955, eleições municipais em Avaí, um conhecido agricultor foi convocado para ser o presidente de seção eleitoral naquela cidade. Ele logo protestou alegando que morava no sítio há cinco quilômetros longe do local de votação e ali onde morava era o responsável por tarefas insubstituíveis como, por exemplo, tirar leite das vacas do sítio todas as manhãs.

- Não se preocupe, disse-lhe o representante eleitoral. Você será a autoridade máxima dentro da sua seção e certamente um carro virá buscá-lo.

Chegou o dia da eleição e o presidente da seção tirava o leite das suas vacas com um olho nas tetas e outro na estrada, pois na certa viriam buscá-lo.

Mas o tempo passava, nada do carro aparecer, enquanto sua mãe ponderava: “Não seria melhor você ir a cavalo? Está passando da hora”.

- Não se preocupe, minha mãe. Eu sou autoridade máxima na minha seção e não demora virá um carro oficial com motorista particular e tudo só para me buscar.

Algumas horas depois de iniciada a eleição, o convocado chegou ao local de votação tão suado quanto o seu burro “cigano”, o qual cortara de espora e chicote para não atrasar ainda mais o seu compromisso eleitoral.

Ele sofreu ainda mais duas vezes, enquanto passava pela enorme fila parada e também perante o representante eleitoral regional, que, irado, nem quis saber dos seus problemas particulares.

Contada por Eurico Batista - de Avaí

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